Pensamento...

"O homem atual, em decorrência do estágio evolutivo em que se encontra, tem procurado Deus mais nas coisas exteriores, indo de templo em templo, de igreja em igreja, quase sempre esquecido de procurá-lo dentro de si mesmo, nos espaços incomensuráveis do seu ser espiritual." - Falando sobre o Espiritismo - volume I, p. 18.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA - Divaldo P. Franco / Manoel Philomeno de Miranda



Desde priscas eras a Humanidade vem colecionando profecias sobre o final dos tempos, podendo ser encontradas nas mais diversas culturas. Ganham destaque, na atualidade, as profecias maias, vaticinando significivas transformações para o ano de 2012. Será que essas profecias, culturalmente disseminadas entre os mais diversos povos, possuem algum fundamento? Será que o ser humano está à caminho da extinção? Será que o mundo vai, de fato, acabar?
Um dos mais recentes livros do Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografado pelo médium baiano Divaldo Pereira Franco, Transição Planetária (Editora LEAL), auxilia a responder as questões acima apresentadas e muitas outras.
Embasado no pensamento espírita, o livro caracteriza o momento em que vivemos como de ruptura com o modelo de vida vigente, que é insatisfatório e obsoleto, por estar em grande medida em desacordo com as Soberanas Leis da Vida.
Segundo o autor espiritual, essa ruputa se dará tanto através de transformações físicas no globo, que já estamos presenciando através das alterações climáticas, como mediante transformações de ordem intelecto-moral, defluentes da encarnação de seres espirituais mais evolvidos, muitos advindos de outras esferas planetárias.
É um livro cuja leitura prende e surpreende à cada página, trazendo informações que precisamos conhecer e meditar.
Talvez, o maior mérito do livro seja provocar a reflexão sobre os acontecimentos atuais em nosso mundo e sobre o papel que estamos desempenhado no processo de transformação que ora se opera.
Abaixo, segue transcrito o prefácio do livro, que oferece uma noção precisa do conteúdo e profundidade da obra:
“Vive-se, na Terra, o momento da grande transição de  mundo de provas e de expiações, para mundo de regeneração.
As alterações que se observam são de natureza moral, con­vidando o ser humano à mudança de comportamento para me­lhor, alterando os hábitos viciosos, a fim de que se instalem os paradigmas da justiça, do dever, da ordem e do amor.
Anunciada essa transformação que se encontra ínsita no processo da evolução, desde o Sermão profético anotado pelo evangelista Marcos, no capítulo XIII do seu livro, quando o Divino Mestre apresentou os sinais dos futuros tempos após as ocorrências dolorosas que assinalariam os diferentes períodos da evolução.
Sendo o ser humano um Espírito em processo de crescimen­to intelecto-moral, atravessa diferentes níveis nos quais estagia, a fim de desenvolver o instinto, logo depois a inteligência, a consci­êncía, rumando para a intuição que será alcançada mediante a superação das experiências primevas, que o assinalam profunda­mente, atando-o, não raro, à sua natureza animal em detrimen­to daquela espiritual que é a sua realidade.
Mediante as reencarnações, etapa a etapa, dá-se-lhe o pro­cesso de eliminação das imperfeições morais, que se transformam em valores relevantes, impulsionando-o na direção da plenitude que lhe está destinada.
Errando e corrigindo-se, realizando tentativas de progresso e caindo, para logo levantar-se, esse é o método de desenvolvimen­to que a todos propele na direção da sua felicidade plena.
Herdeiro dos conflitos em que estorcegava nas fases iniciais, deve enfrentar os condicionamentos enfermiços, trabalhando pela aquisição de novas experiências que lhe constituam diretrizes de segurança para o avanço.
Em face das situações críticas pelo carreiro carnal, gerando complicações afetivas, porque distante das emoções sublimes do amor, agindo mais pelos instintos, especialmente aqueles que di­zem respeito à preservação da vida, à sua reprodução, à violência para a defesa sistemática da existência corporal, agride, quando deveria dialogar, acusa, no momento em que lhe seria lícito si­lenciar a ofensa ou a agressão, dando lugar aos embates infelizes geradores do ressentimento, do ódio, do desejo de desforço, esses filhos inconsequentes do ego dominador.
O impositivo do progresso, porém, é inarredável, apresen­tando-se como necessidade de libertação das amarras vigorosas que o retêm na retaguarda, ante o deotropismo que o fascina e termina por arrebatá-lo.
Colocado, pela força do determinismo, na conjuntura do livre-arbítrio, nem sempre lógico, somente ao impacto do sofrimento desperta para compreender quão indispensável lhe é a aquisição da paz, a conquista do bem-estar... Nesse comenos, dá-se conta dos males praticados, dos prejuízos causados a outros, nascendo-lhe o anelo de recuperar-se, auxiliando aqueles que foram prejudicados pela sua inépcia ou primitivismo em relação aos deveres que fazem parte dos soberanos códigos de ética da vida.
Atrasando-se ou avançando pelas sendas libertadoras, desenvolve os tesouros adormecidos na mente e no sentimento, que aprende a colocar a serviço do progresso, avançando consciente das próprias responsabilidades.
Infelizmente, esse despertar da consciência tem-se feito mito lentamente, dando lugar aos desmandos que se repetem a todo momento, às lutas sangrentas terríveis.
Predominam, desse modo, as condutas arbitrárias e per­versas, na sociedade hodierna, em contraste chocante com as iquisições tecnológicas e científicas logradas na sucessão dos tempos.
Observam-se amiúde os pródromos dos sentimentos bons, quando alguém é vítima de uma circunstância aziaga, movimen­tando grupos de socorro, ao tempo que outras criaturas se transformam em seres-bomba, assassinando, fanática e covardemente outros que nada têm a ver com as tragédias que pretendem reme­diar por meios mais funestos e inadequados do que aquelas que pretendem combater...
Movimentos de proteção aos animais sensibilizam muitos segmentos da sociedade, no entanto, incontáveis pessoas perma­necem indiferentes a milhões de crianças, anciãos e enfermos que morrem de fome cada ano, não por falta de alimento que o planeta fornece, mas por ausência total de compaixão e de solidariedade...
Fenômenos sísmicos aterradores sacodem o orbe com fre­quência, despertando a solidariedade de outras nações, em rela­ção àquelas que foram vitimadas, enquanto, simultaneamente, armas ditas inteligentes ceifam outras centenas e milhares de vida, a serviço da guerra, ou de revoluções intermináveis, ou de crimes trabalhados por organizações dedicadas ao mal...
São esses paradoxos da vida em sociedade, que a grande transição que ora tem lugar no planeta irá modificar.
As criaturas que persistirem na acomodação perversa da in­diferença pela dor do seu irmão, que assinalarem a existência pela criminalidade conhecida ou ignorada, que firmarem pacto de ade­são à extorsão, ao suborno, aos diversos comportamentos delituosos do denominado colarinho branco, mantendo conduta egotista, tri­pudiando sobre as aflições do próximo, comprazendo-se na luxúria e na drogadição, na exploração indébita de outras vidas, por um largo período não disporão de meios de permanecer na Terra, sendo exiladas para mundos inferiores, onde irão ser úteis limando as ares­tas das imperfeições morais, a fim de retornarem, mais tarde, ao seio generoso da mãe-Terra que hoje não quiseram respeitar.
O egrégio codificador do Espiritismo, assessorado pelas Vo­zes do Céu, deteve-se, mais de uma vez, na análise dos trágicos acontecimentos que sacudiriam a Terra e os seus habitantes, a fim de despertar os últimos para as responsabilidades para consigo mesmos e em relação à primeira.
Em O Livro dos Espíritos, no capítulo dedicado à Lei de destruição, o insigne mestre de Lyon estuda as causas e razões dos desequilíbrios que se dão no planeta com frequência, ensejando as tragédias coletivas, bem como aquelas produzidas pelo ser hu­mano, e constata que é necessário que tudo se destrua, a fim de poder renovar-se. A destruição, portanto, é somente produzida para a transformação molecular da matéria, nunca atingindo o Espírito, que é imortal.
Desse modo, as grandes calamidades de uma ou de outra procedência têm por finalidade convidar a criatura humana à re­flexão em torno da transitoriedade da jornada carnal em relação à sua imortalidade.
As dores que defluem desses fenômenos denominados como flagelos destruidores, objetivam fazer a “Humanidade progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova exis­tência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessá­rias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”
Eis, portanto, o que vem ocorrendo nos dias atuais. As dores atingem patamares quase insuportáveis e a lou­cura que toma conta dos arraiais terrestres tem caráter pan­dêmico, ao lado dos transtornos depressivos, da drogadição, do sexo desvairado, das fugas psicológicas espetaculares, dos crimes estarrecedores, do desrespeito às leis e à ética, da descon­sideração pelos direitos humanos, animais e da Natureza... Chega-se ao máximo desequilíbrio, facultando a interferência divina, a fim de que se opere a grande transformação de que todos temos necessidade urgente.
Contribuindo na grande obra de regeneração da Humani­dade, Espíritos de outra dimensão estão mergulhando nas sombras terrestres, a fim de que, ao lado dos nobres missionários do amor e da caridade, da inteligência e do sentimento, que protegem os se­res terrestres, possam modificar as paisagens aflitivas, facultando o estabelecimento do Reino de Deus nos corações.
Reconhecemos que essa nossa informação poderá causar estra­nheza em alguns estudiosos do Espiritismo, e mesmo reações mais severas noutros... Nada obstante, permitimo-nos a licença de apre­sentar o nosso pensamento após a convivência com nobres mentores que trabalham no elevado programa da grande transição...
Equipes de apóstolos da caridade no plano espiritual tam­bém descem ao planeta sofrido, a fim de contribuir em favor das mudanças que devem operar-se, atendendo aqueles que se en­contram excruciados pela desencarnação violenta, inesperada, ou padecendo o jugo de obsessões cruéis, ou fixados em revolta injustificável, considerando-se adversários da Luz, membros da sanha do Mal, a fim de melhorar a psicosfera vigente, desse modo, facilitando o trabalho dos Mensageiros de Jesus.
Na presente obra, apresentamos três fases distintas, mas que se interpenetram, em torno do trabalho a que fomos convo­cado, mercê da compaixão do Amor, de modo a acompanharmos as ações de enobrecimento de dignos e valorosos Benfeitores, vin­culados ao programa em desenvolvimento a respeito da transição planetária que se vem operando desde há algum tempo...
Não temos outro objetivo, senão estimular os servidores do Bem a prosseguirem no ministério, a qualquer custo, sem desâni­mo nem contrariedade, permanecendo certos de que se encontram amparados em todas as situações, por mais dolorosas se lhes apre­sentem.
Procuramos sintetizar as operações de socorro aos desen­carnados vitimados pelo tsunami ocorrido no Oceano Indico, devastador e de consequências graves, que permanece ainda gerando sofrimento e desconforto, especialmente porque suce­dido de outros tantos que prosseguem ocorrendo com frequên­cia assustadora...
Logo após, referimo-nos ao contributo especial dos Espíritos dedicados às tarefas de reencarnação dos novos obreiros, terrestres ou voluntários de outra dimensão cósmica, passando à análise dos tormentos que invadem a Terra, assim como da interferência dos Espíritos infelizes, que se comprazem em manter o terrível estado atual de aturdimento.
Nada obstante, em todos os momentos, procuramos de­monstrar a providencial misericórdia de Jesus, sempre atento com os Seus mensageiros a todas as ocorrências planetárias, minimi­zando as aflições humanas e abrindo espaço ao dia radioso de amanhã, que se aproxima, rico de bênçãos e de plenitude.
Agradecendo ao Senhor de nossas vidas e aos Espíritos su­periores investidos da sublime tarefa da grande transição planetária, por haver-nos concedido a honra do trabalho ao seu lado, sou o servidor devotado de sempre.”
Manoel Philomeno de Miranda
Salvador (BA), 09 de abril de 2010.

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