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"Eu sou o Colombo da minha alma e diariamente descubro nela novas regiões." | Gibran Khalil Gibran.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

LANÇAMENTO: "ESPIRITISMO EM SONETOS" NA AFEDI / DOIS IRMÃOS - RS


Atendendo ao convite dos confrades da Associação Espírita Dois Irmãos - AFEDI, estarei lançando durante a Festa Literária de Dois Irmãos, o livro "Espiritismo em Sonetos".


Confira o prefácio da obra:

"Uma das composições poéticas mais belas pela sua construção é, sem dúvidas, o soneto. Composto por catorze versos, geralmente é dividido em dois quartetos (grupo de quatro versos) e dois tercetos (grupo de três versos), admitindo ainda outras formas de apresentação, como três quartetos e um dístico (dois versos), forma predileta de expressão do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare.
Embora um soneto tenha uma estrutura bem definida e regras de métrica estritas, o que pautou a elaboração desta obra foi a ideia de usar a poesia como mais uma ferramenta de divulgação da Doutrina Espírita. É claro que essa ideia nada tem de original, pois desde os tempos da Codificação (décadas de 50 e 60 do século XIX), a poesia já vem sendo usada com essa finalidade. Inúmeras poesias, inclusive, foram obtidas através das mesas girantes e das pranchetas nas experiências mediúnicas feitas pelo próprio Allan Kardec, o codificador do Espiritismo.
Escritores e poetas têm se colocado em contato com o mundo invisível de forma intensa. É bem documentada as relações que o escritor francês Victor Hugo manteve com os Espíritos através da mediunidade de efeitos físicos da Senhora De Giradin. Pelas mesas que se moviam de forma inteligente, denunciando a intervenção dos Espíritos, obtinha-se com pancadinhas o número de ordem que a letra ocupa no alfabeto, formando palavras e, por conseguinte, vários parágrafos, compondo dessa forma os textos mais interessantes.
Mediante esse processo, Victor Hugo teve ensejo de comunicar-se com o Espírito Moliére, grande poeta da língua francesa, conseguindo belas poesias, todas elas ditadas de imediato, num diminuto espaço de tempo, quase impossível a um poeta. Victor Hugo não tinha a habilidade de compor improvisadamente e sempre elaborava seus versos com um dia de antecedência à realização da sessão mediúnica. Criava perguntas versificadas com as quais desafiava os Espíritos presentes e, mais de uma vez, agastou-se ao vê-las respondidas de chofre, com métrica escorreita e superioridade na composição.
A poesia mediúnica, assim, tem sido uma das mais fortes evidências subjetivas a favor da sobrevivência do ser após a morte, pois é a mesma individualidade que vem se expressar com o seu estilo literário ou poético característico. Victor Hugo, que conhecia a obra de Moliére, ficou impressionado com as poesias mediúnicas que vinham assinadas com o nome do poeta francês, dado a semelhança de estilo, temática e conteúdo com as poesias por ele elaboradas quando encarnado.
No Brasil, inúmeros médiuns têm recebido comunicações dos Espíritos em forma de poesia.
São impressionantes, por exemplo, as poesias psicografadas pelo médium Francisco Cândido Xavier. Elas assombram pela sua beleza e impõem-se pela sua sublimidade, principalmente por demonstrarem, de forma inequívoca, a existência dos poetas que voltam, das brumas da morte, para com seu estro afirmarem sua imortalidade.
A primeira obra mediúnica do médium mineiro intitulou-se Parnaso de Além Túmulo, publicada em 1932, reuniu poesias de mais de 56 bardos da língua portuguesa, tanto brasileiros quanto portugueses. É um monumento de beleza e estesia. É uma obra para ser lida, relida e apreciada por toda a vida.
Portanto, através das suas mais diversas formas, a poesia já é um meio consagrado para estender e espalhar os princípios espiritistas.
Esta obra, Espiritismo em Sonetos, é a minha pequena contribuição para disseminação dos postulados espíritas. Não me considero um poeta, na estrita definição do termo. E o objetivo que me animou nesse intento foi, de fato, o da difusão do Espiritismo. Por isso, de antemão, peço que me desculpem as falhas na composição e na métrica, atentando principalmente ao conteúdo do  soneto.
Cada soneto é precedido por uma citação evangélica e uma breve reflexão, sendo sucedido por um trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Alguns dos sonetos que integram esta obra já foram publicados em meu blog (http:// carlossteigleder.blogspot.com) e em sites espíritas.
Que Deus possa abençoar-nos, trazendo-nos dias venturosos sobre a Terra e tão belos quanto um soneto."


Carlos Geovane Steigleder
Sapiranga, 28 de julho de 2012

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