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"Eu sou o Colombo da minha alma e diariamente descubro nela novas regiões." | Gibran Khalil Gibran.
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segunda-feira, 30 de maio de 2022
AIKSA E OS MISTÉRIOS ESPIRITUAIS | PALESTRA
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quarta-feira, 9 de março de 2022
REENCARNAR É...
Reencarnar é encontrar novas possibilidades de melhoria, de crescimento e de felicidade.
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terça-feira, 8 de março de 2022
REENCARNAÇÃO
Muitas coisas desta vida
Só encontram explicação
Recorrendo à doutrina
Da reencarnação!
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015
REENCARNAÇÃO
Qual seria o destino
Do ser que às vezes erra
Se pela reencarnação
Não voltasse à Terra?
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sábado, 17 de outubro de 2015
MINHA VIDA NA OUTRA VIDA (A HISTÓRA DE JENNY COCKELL) - FILME
Baseado em fatos reais, este filme emociona e esclarece os mecanismos das vidas sucessivas. Vale a pena vê-lo!
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domingo, 2 de março de 2014
TEMPO E REENCARNAÇÃO - CHICO XAVIER / EMMANUEL
TEMPO E REENCARNAÇÃO
Considera a tua ação e o modo pelo qual a exerces, a fim de que a
paz te abençoe a vida.
***
Surpreendeste o amigo e quem tiveste mágoa por algum
desentendimento... Reflete na carreira dos dias e esquece o conflito
que te perturba.
Entretanto, faze algo mais. Envolve-o nas melhores vibrações do
sorriso fraterno para que o vejas tranquilo.
***
Guardaste a obrigação de saldar essa ou aquela dívida... Pensa na
velocidade das horas e dentro das possibilidades de que disponhas,
procura resgatá-la.
Não te circunscreva, porém, a isso. Oferece ao credor a tua
mensagem de gratidão e alegria por te haver esperado.
***
Conservas a intenção de auxiliar alguém ou de levar a alguém o
testemunho de tua confiança e carinho... Medita na rapidez dos
minutos e não atrases a manifestação afetiva, que te nasce do
íntimo.
Vai, todavia, mais além. Ajuda a pessoa a quem beneficias para que
se convença de que assim procedes, por verdadeira fraternidade, sem
a menor ideia de recompensa.
***
Encontraste o adversário que te criou inúmeros contratempos, hoje
faminto de amizade e compreensão... Observa a brevidade do tempo e
não lhe negues a mão de companheiro.
Realiza, entretanto, algo mais. Dá-lhe a bênção da palavra
generosa, por certidão viva de teu respeito.
***
Em tudo o que seja tarefas a realizar, opiniões a emitir,
providências a compor e questões a resolver, recorre ao amor para
que o amor te inspire e age sem delongas na demonstração da tua
capacidade de compreender e servir porque, em verdade, os minutos da
reencarnação se escoam, vertiginosos, e realmente não sabes,
quanto ao tempo que a reencarnação te reserva, se estás vendo e
ouvindo essa ou aquela pessoa e fazendo isso ou aquilo pela última
vez.
Emmanuel
Referência bibliográfica:
XAVIER, Francisco C. (Espíritos Diversos). Passos da Vida.
6.ed. Araras-SP: IDE, 1991. p. 40-42.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
IAN HAGEODRN - LEMBRANÇAS DE OUTRAS VIDAS
Caso de lembranças de outras vidas em uma criança. O neto é a reencarnação do avô. Muito interessante!
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
AS LEMBRANÇAS DE OUTRA VIDA DO MENINO JAMES LEININGER
Este documentário apresenta a surpreendente história do menino James Leininger. Em tenra idade, começa a sonhar e a apresentar lembranças de uma outra vida. É, talvez, na atualidade, um dos casos que melhor documenta a questão da reencarnação.
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domingo, 2 de setembro de 2012
RENASCER - JOSÉ RAUL TEIXEIRA | FRANCISCO DE PAULA VÍITOR
Por mais os indivíduos humanos imaginem isso ou aquilo sobre a importãncia da existência corporal, bem pouco conseguirão inferir da sua grandeza.
É em razão desa formidável oportunidade que o Criador oferece a sua criatura, que réprobos se transformam em santos, covardes em heróis; indiferentes se tornam operosos lidadores da vida, vaidosos se revestem de humildade; stúrdios desenvolvem a nobre reflexão, ególatras se transfazem em fraternos altruístas.
É por meio dos renascimentos que Deus, sem violência, porém, atido aos princípios de Justiça e Misericórdia perfeitas, eleva o ser humano das agruras da carne passageira aos altos cimos da Espiritualidade Luminosa.
Aproveita, então, com o entendimento e a prática do vero bem, sob todo e qualquer aspecto, a tua reencarnção, pois ninguém sabe nem o dia, nem a hora, em que cada um encarnado terá que reotrnar ao País do Invisível, para seguir vivendo em novas dimensões.
Referência:
TEIXEIRA, José Raul (Espíritos Diversos). Nossas Riquezas Maiores. Niterói, RJ: Fráter, 1997. 144 p. p.69.
É em razão desa formidável oportunidade que o Criador oferece a sua criatura, que réprobos se transformam em santos, covardes em heróis; indiferentes se tornam operosos lidadores da vida, vaidosos se revestem de humildade; stúrdios desenvolvem a nobre reflexão, ególatras se transfazem em fraternos altruístas.
É por meio dos renascimentos que Deus, sem violência, porém, atido aos princípios de Justiça e Misericórdia perfeitas, eleva o ser humano das agruras da carne passageira aos altos cimos da Espiritualidade Luminosa.
Aproveita, então, com o entendimento e a prática do vero bem, sob todo e qualquer aspecto, a tua reencarnção, pois ninguém sabe nem o dia, nem a hora, em que cada um encarnado terá que reotrnar ao País do Invisível, para seguir vivendo em novas dimensões.
Referência:
TEIXEIRA, José Raul (Espíritos Diversos). Nossas Riquezas Maiores. Niterói, RJ: Fráter, 1997. 144 p. p.69.
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domingo, 6 de maio de 2012
RENASCER NA TERRA
Terra: mundo-lar,
Espaço da aprendizagem
Onde estamos de passagem
Para evoluir e melhorar.
Entretanto, custa entender
A verdadeira finalidade
Da sacrossanta oportunidade
De sobre a Terra renascer...
Não é em vão que nos achamos,
Entre dramas e sofrimentos,
Dificuldades, dores e tormentos,
Exatamente no lugar em que estamos.
Nos trouxe a Lei Divina,
Sob as bênçãos do Nazareno,
De volta ao mundo terreno
Para assimilar o que ela ensina:
Seguir o caminho do bem,
Crescer incessantemente,
Amar incondicionalmente,
Preparar-se para o Mais Além...
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Transição Planetária
segunda-feira, 23 de abril de 2012
A CURIOSA HISTÓRIA DE JAMES LEININGER (LEMBRANÇAS DE OUTRA VIDA)
Recebido por e-mail / Zéta
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
NASCER DE NOVO (SLIDES DA PALESTRA)
Nascer de novo
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
ATUAL EXISTÊNCIA
A nossa atual existênciaMantém estreitas relaçõesCom os acontecimentosDas outras encarnações!
Retirado do livro:A Espiritualidade em Quadras, p.200.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
JENNY COCKELL - UMA SURPREENDENTE HISTÓRIA DE AMOR (Slides da palestra)
Jenny cockell pdf
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domingo, 2 de maio de 2010
A REENCARNAÇÃO
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
UMA SESSÃO DE REGRESSÃO
Luís tinha um problema grave,
Andava calado e muito sozinho,
Incapaz de vencer qualquer entrave
Que aparecesse em seu caminho.
Sentimento muito estranho,
De difícil explicação,
Só aumentava de tamanho
Sem encontrar solução.
Um medo incontrolável,
Sem causa aparente,
Era tormento implacável
Perturbando a sua mente.
Vários médicos consultados,
Vários remédios prescritos,
Todos os meios procurados
Não resolveram seus conflitos.
Foi quando um amigo,
Ante a sua desarmonia,
Pediu que fosse consigo
Tentar uma nova terapia.
Mesmo sem muitas esperanças,
Preso a um desânimo invencível,
Já cansado de tantas andanças,
Cedeu ao convite, suscetível.
Procuraram um terapeuta experiente,
Especializado em casos de regressão,
Que o atendeu, convenientemente,
Logo agendando a próxima sessão.
Luís, um tanto surpreendido,
Nos escaninhos da consciência,
Acessou um arquivo escondido
De uma remotíssima existência...
Achava-se preso numa caverna,
Ameaçado por terríveis inimigos,
Que faziam barulho e baderna,
Extravasando ódios antigos.
Aquela pequena e apagada lembrança,
De algum modo, lhe trouxe bem-estar,
Renovando a sua fé e a sua confiança
Daquele medo um dia poder se libertar!
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quinta-feira, 25 de março de 2010
CRIME E REPARAÇÃO
Com ciúmes de Maria,
Por uma simples conversação,
Lucas se enraiveceu
E tirou a vida de João.
Passando para a outra vida
Mergulha em perturbação,
Arrependido então chora
Desejando reparação.
Deus, tomado de misericórdia,
Permite a reencarnação,
Agora, Lucas, João e Maria
Estão em nova posição.
Maria encarnou primeiro,
Cheia de amor e compreensão.
Mais tarde, na condição de mãe,
Teve os gêmeos Lucas e João.
Ao longo da infância
Era só briga e confusão,
Pareciam gato e rato
Em constante dissensão.
Mas o destino quis uní-los,
Objetivando a reabilitação,
Promovendo a paz e o equilíbrio
Dentro de cada coração.
Certo dia, já adultos,
Surpreendidos por um ladrão,
Escapa do revólver um tiro,
Mas Lucas protege João.
Terrível fatalidade,
Lucas é ferido no coração,
Ali mesmo, tomba caído,
Morrendo nos braços do irmão.
Voltando para a Espiritualidade,
Em sua nova condição,
Lucas traz a consciência tranquila
Por ter alcançado a redenção!
Muitos anos depois,
Sentindo sublime emoção,
Ocorre o reencontro de todos
À caminho da perfeição!
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terça-feira, 9 de março de 2010
REENCARNAÇÃO - PROCESSO EDUCATIVO!
Na História das idéias religiosas, a reencarnação é uma das crenças mais recorrentes, podendo ser encontrada em diferentes tempos e lugares.
No Espiritismo ela também está presente, ocupando uma posição de destaque. É mesmo um dos seus eixos principais, em torno do qual os demais se articulam.
Numa proposta inovadora, a visão espírita da reencarnação faculta a solução dos grandes enigmas da vida humana, explicando a sua origem, a sua natureza intrínseca e a sua destinação.
Ampliando, assim, a compreensão do homem em relação a si mesmo e à realidade da qual participa, só ela oferece justa explanação sobre o problema do destino, do sofrimento, da desigualdade, dos conflitos psicológicos...
Allan Kardec, interrogando os Benfeitores Espirituais quanto ao objetivo da encarnação, obteve a seguinte resposta:
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta[1].”
A proposição dos Espíritos é suficientemente clara, a reencarnação é um impositivo divino que tem por objetivo maior conduzir o homem até a perfeição, aqui entendida como sendo o desenvolvimento global e pleno de todas as suas potencialidades.
A reencarnação, sob este ponto de vista, assume um caráter primordialmente educativo e não punitivo, como muitos a entendem...
O espírita que reiteradamente afirma que reencarnamos para sofrer, identificando nos sofrimentos o castigo ou a punição de Deus, demonstra ignorar o entendimento que o Espiritismo tem do princípio reencarnacionista.
O Espírito reencarna para aprender, para crescer, para desenvolver as suas faculdades, para expandir os horizontes da sua consciência, para evoluir...
A dor, o sofrimento, as lágrimas, no momento psicológico em que vivemos, são, por enquanto, recursos necessários à nossa aprendizagem, sem os quais o nosso amadurecimento interior provavelmente não aconteceria, por serem o resultado de ações impensadas, em contradição com o Código das Leis Divinas. Eles são, deste modo, uma consequência imediata do processo educacional em que estamos inseridos e não o seu objetivo.
A nossa vida seria bem miserável se o seu objetivo fosse o sofrimento! Felizmente, não o é, pois se o fosse, tudo careceria de fundamento e de sentido.
É sempre oportuno lembrar que o projeto de Deus para nós é o da felicidade, ao qual a idéia da reencarnação como punição se opõe frontalmente.
Cabe perguntar se a atitude do professor, que obriga o aluno a refazer certo exercício a fim de fazê-lo assimilar a lição proposta, deve ser categorizada como punitiva. É claro que não, ela pretende, ao invés, fixar uma habilidade ou um conceito que representa o objetivo que está por trás da lição. Assim, da mesma forma que a lição está para o aluno, a experiência difícil está para nós como meio de desenvolvimento, através do qual nos educamos para a Vida Maior.
A afirmação feita pelo Espírito Lázaro, num comunicado mediúnico de 1862, ditado na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, pode lançar um pouco mais de luz sobre a questão:
“[...] Quando Jesus pronunciou a divina palavra – amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo. O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado[2].”
O Espírito Lázaro, fazendo rápida analogia entre o Cristianismo e o Espiritismo, propõe interessante síntese ao apontar a principal contribuição de ambos, o amor de um e a reencarnação de outro, respectivamente, como interface entre nós e a nossa destinação espiritual. Mediante o amor e a reencarnação, portanto, conquistamos o nosso ser, efetuando o autoconhecimento e promovendo o desenvolvimento dos nossos potenciais.
Amor e reencarnação... Palavras do alfabeto divino... Direção e caminho para os nossos passos na Terra.
Se desde já conseguirmos amar, mas amar de verdade, na acepção evangélica da palavra, estaremos maximizando a atual experiência reencarnatória, avançando decisivamente na direção da plenitude.
Cabe, ainda, citar a seguinte declaração do Espírito Emmanuel:
“À medida que o ser se desenvolve, transpondo as fronteiras do instinto a caminho da razão, as leis divinas integram a individualidade na luz do discernimento, através de estímulos considerados dolorosos mas necessários, para que a consciência adote a cooperação espontânea na execução dos propósitos do Senhor, a benefício dela mesma[3].”
Do instinto à razão, a estrada é longa, sendo percorrida por nós de forma muita lenta, em sucessivas etapas reencarnatórias, nas quais vamos aos poucos aperfeiçoando a nós mesmos nos domínios do pensamento, da vontade e do livre-arbítrio. Nesta estrada, entretanto, também há pedras, calhaus e buracos, representando múltiplos desafios a serem vencidos, assim como as nossas dores, sofrimentos e dificuldades.
Lendo e analisando os trechos das comunicações espirituais que citamos neste texto, constatamos que de Kardec à atualidade, a posição dos Espíritos Superiores segue inalterada, apresentando a reencarnação como processo educativo da alma, fomentando o nosso crescimento para Deus. Em cada nova reencarnação compreendemos melhor o objetivo da vida, aprendendo a cumprir a parte que nos toca na obra da criação, como aclara O Livro dos Espíritos; assimilando o amor e vivenciando-o no dia-a-dia, conforme sugere o Espírito Lázaro; e aproveitando os estímulos dolorosos mas necessários que são na verdade os degraus para a nossa ascensão, de acordo com o Espírito Emmanuel.
A reencarnação, portanto, é o processo educativo por excelência, adotado e aplicado pela Pedagogia Divina com o simples propósito de nos fazer crescer, impulsionando-nos em sucessivos ciclos evolutivos na grande busca de nós mesmos, do nosso mundo interior, para sermos, desde já, tão felizes quanto seja possível na atualidade terrena.
[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 3. ed. (bolso) Brasília, DF: FEB, 1997. Questão 132, p.103.
[2] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 126. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. XI, item 8.
[3] XAVIER, Francisco Cândido. (Emmanuel). Escrínio de Luz.1.ed. São Paulo: Casa Editora O Clarim, 1973. p.10.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
O ANDARILHO DAS ESTRELAS
O escritor norte-americano Jack London consagrou-se ainda em vida. Foi autor de mais de cinqüenta romances, tendo alguns deles se tornado best-sellers, caindo no gosto do público. Um destes, pela relevância do seu conteúdo, merece destaque especial: O Andarilho das Estrelas. Constitui obra extraordinária, escrita com grande primor, reflete a genialidade do escritor.
O Andarilho das Estrelas não é uma ficção, uma invencionice, foi inspirado em fatos reais, mais particularmente, nos fatos insólitos que cercaram os últimos anos da vida terrena do professor universitário Darrel Standing.
Narremos, em poucas palavras, essa história no mínimo surpreendente.
Darrel Standing era professor da área de agronomia em uma Universidade do Estado da Califórnia, nos EUA. Teve um grave atrito com um de seus colegas, o também professor Haskell, que acabou assassinando. Isto ocorreu por volta de 1905. Ele, como conseqüência de seu ato, foi preso, permanecendo os últimos oito anos de sua vida promissora na Penitenciária de San Quentin. Destes oito anos, praticamente cinco passou em uma solitária, na maior parte do tempo atado à uma camisa-de-força.
Nesta situação desoladora, passou a vivenciar experiências extra-corpóreas, isto é, fora do corpo físico. Numa delas, enxerga o seu corpo amarrado na camisa-de-força, inerte, semi-morto, e percebe-se desligado do mesmo, com total consciência e lucidez. Este evento foi para ele estarrecedor, pois Standing era um cientista deveras cético, não acreditando em nada além da matéria. Pensava que o seu Eu fosse apenas uma excrescência do cérebro, vindo a mudar de opinião em função da experiência que sofrera, já que constatou que o seu Eu, na verdade, era algo independente do corpo físico, difícil de precisar.
Através de uma experiência extra-corpórea, que o Espiritismo chama de desdobramento, Standing chega sozinho às mesmas conclusões milenares de todas as religiões quanto a existência da Alma e quanto a sua independência em relação ao corpo. Mas as suas experiências não se limitaram à meras viagens astrais, seguiram um curso inesperado...
O professor Darrell Standing passou a recordar-se de suas existências passadas com uma clareza e riqueza de detalhes impressionantes.
Dezenas e dezenas de vidas passaram pela tela de sua memória, emergindo do inconsciente profundo, tal qual um filme em um cinema. Em muitas delas, identifica o que chamou de fúria assassina, que o levou a cometer inúmeros atos atrozes e que fora, igualmente, causa da sua perdição nesta vida. Um impulso atávico em descontrole. Vale frisar que Standing, antes cético, acaba se convencendo da realidade da alma imortal e da sua necessidade de reencarnar, além de compreender o por quê de suas misérias ao analisar o rol e o encadeamento das suas encarnações.
Uma das vidas passadas de que se lembrou é de excepcional valor, porque pôde ser confrontada com dados históricos bem documentados.
Darrel Standing lembrou ter sido Daniel Foss, um simples marinheiro norte-americano, que partiu a bordo de um navio, do porto da Filadélfia em 1809, com destino às Ilhas da Amizade. Ocorreu que o seu navio naufragou e ele foi o único sobrevivente. Abrigou-se em uma pequena ilha formada de rochas. Só conservou consigo um canivete e um remo. Naquela ilhota ficou por mais ou menos oito anos, alimentando-se com carne de foca e água da chuva empoçada nas saliências das pedras. Em seu remo marcava com o canivete cada semana que ali passava. E traçou, também, a seguinte inscrição:
“Serve esta para informar a pessoa em cujas mãos este Remo vier a cair que Daniel Foss, natural de Elkton, Maryland, um dos Estados Unidos da América do Norte, e que zarpou do porto da Filadélfia em 1809 a bordo do brigue Negotiator rumo às Ilhas da Amizade, foi lançado nesta ilha desolada em fevereiro do ano seguinte e ali erigiu uma cabana e viveu inúmeros anos, subsistindo com carne de foca – sendo ele o último sobrevivente da tripulação do dito brigue, que colidiu com uma ilha de gelo e naufragou aos 25 de novembro de 1809”.
Darrel Standing lembrava com minúcias desta encarnação. Recordou-se, ainda, de que Daniel Foss fora resgatado e, ao retornar à Filadélfia doou o seu remo a um museu local, junto com uma breve descrição do seu naufrágio. A partir desta lembrança, ocorreu à Darrell Standing a idéia de verificar a autenticidade de suas lembranças dirigindo uma carta ao Museu da Filadélfia para averiguar se lá, de fato, existia tal remo.
Para a sua surpresa, a carta foi respondida pelo próprio curador do museu, o Senhor Hosea Salsburty. Eis a sua transcrição:
“É verdade que existe aqui um remo como V. Sa. descreveu. Mas poucas pessoas sabem de sua existência pois ele não está em exibição ao público.
Na verdade, e já ocupo este cargo há dezoito anos, eu próprio não sabia de sua existência. Mas, consultando nossos antigos registros, descobri que tal remo foi-nos doado por um certo Daniel Foss, de Elkton, Maryland, no ano de 1821.
Não foi senão depois de longa busca que encontramos o remo, numa sala de madeirames diversos num sótão em desuso. As chanfraduras e o relato estão entalhados no remo, exatamente do modo descrito por V. Sa.
Está também em nossos arquivos um livreto, doado na mesma época, escrito pelo dito Daniel Foss e impresso em Boston pela firma N. Coverly, Jr. Esse livreto descreve oito anos da vida de um náufrago numa ilha deserta. É evidente que esse marinheiro, em sua velhice e passando necessidades, fez circular o dito livreto entre as almas caridosas.
Tenho muita curiosidade em saber como V. Sa. tomou conhecimento desse remo, cuja existência nós, do Museu, ignorávamos. Estarei correto em presumir que V. Sa. teria lido esse relato em algum documento posteriormente publicado por esse Daniel Foss? Terei a maior satisfação em receber quaisquer informações sobre o assunto e comunico a V. Sa. que estou tomando providências imediatas para recolocar o remo e o livreto em exibição.
Sem mais, firmo-me mui atenciosamente,
Hosea Salsburt”
Esta carta fala por si só. Ninguém mais sabia da existência daquele remo, perdido entre os demais objetos do museu. É, pois, uma das mais fortes evidências a favor da imortalidade e da reencarnação.
Darrell Standing ainda lembrou-se de inúmeras outras vidas. Redigiu um pequeno diário das suas experiências espetaculares. Este diário, em 1913, foi contrabandeado para fora dos muros da cadeia, no mesmo ano em que Standing, submetido à pena de morte, foi enforcado, tendo grande repercussão na época.
Foi justamente através dos relatos de Standing que Jack Londou elaborou o seu incomparável O Andarilho das Estrelas. Não é uma obra espírita, mas é como se fosse. Sua narrativa é envolvente, absorvendo-nos a atenção em cada página, descrevendo e fazendo-nos contatar as intrincadas tramas do destino que encadeiam as diversas existências.
Jack London teve uma vida breve e intensa, viveu entre 1876 e 1916. Sua mãe era médium, comunicando-se rotineiramente com os Espíritos. Jack London nunca acreditou na veracidade do fenômeno mediúnico, mesmo tendo largas demonstrações do mesmo na intimidade do próprio lar. Cedo revoltou-se. Fugiu de casa. Correu o mundo. Foi pescador, garimpeiro, andarilho, até tornar-se jornalista e escritor de renome. Suas obras são parte da Literatura Universal, como O filho do lobo, de 1900, e O lobo-do-mar, de 1904, nelas expressando um realismo marcado pelo seu individualismo, o culto à experiência e, ao mesmo tempo, sua ânsia por reformas sociais.
Jack London sofreu sobre o seu pensamento a influência de Marx, Darwin e Nietzsche. Jamais acreditou na existência da alma, da imortalidade, do contato com os espíritos, da reencarnação... Aos quarenta anos de idade, bastante enfermo, suicidou-se. Custa acreditar que tenha sido ele o autor da seguinte afirmação em O Andarilho das Estrelas:
“A matéria é a grande ilusão. A matéria é a única ilusão. A vida é que é a realidade e o mistério. A vida persiste. A vida é o fio de fogo que persiste através de todas as manifestações da matéria. Eu sei. Eu sou a vida. Eu vivi dez mil gerações. Eu, o habitante desses muitos corpos, permaneço. Eu sou a vida. Eu sou a chama inextinguível, sempre a brilhar e a assombrar a face do tempo, sempre a trabalhar minha vontade e a descarregar minha paixão sobre os agregados terrenos da matéria, chamados corpos, que transitoriamente habitei. O Espírito é a realidade que permanece. Eu sou Espírito, e eu permaneço”.
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