Pensamento...

"Eu sou o Colombo da minha alma e diariamente descubro nela novas regiões." | Gibran Khalil Gibran.

Buscadores espirituais...


 

Mostrando postagens com marcador Sonetos.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sonetos.... Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de abril de 2022

DESENCARNAÇÃO | CHICO XAVIER / OLEGÁRIO MARIANO

...E desperto, extasiado, entre a praia e a montanha...

Porque o mais claro o céu, porque mais verde o mar?

O mundo em derredor é um castelo a brilhar,

Entre ogivas de prata a lua se emaranha...


Cantam vagas na areia uma balada estranha,

Guardo, alerta e feliz, o dom de reencontrar

O berço, a meninice, a voz do antigo lar,

A poesia do amor que me inspira e acompanha!...


Insone, torno ao quarto, e vejo-me deposto,

Rígido o corpo inerte, a palidez no rosto...

Será isto, Senhor, o pesar de morrer?!...


Vida, que me trouxeste à morte malsofrida,

Morte, que restituis meu coração à vida,

Quero partir, mudar, renovar, esquecer!...


Referência:

 

XAVIER, Francisco C. Poetas Redivivos. 1.ed. Rio de Janeiro: FEB, 1969. p.16-17.



sábado, 26 de março de 2022

HINO DE FÉ | CHICO XAVIER / CRUZ E SOUZA

Almas tristes da Terra, almas cansadas

No casulo da sombra merencória,

Que sonhais a Beleza, o Amor e a Glória

Das sublimes esferas estreladas...


Almas que padeceis acorrentadas

Aos tormentos da carne transitória,

Falenas presas à sinistra escória

Das aflições de todas as estradas!...


Aves de luz no lodo miserando,

Desatai vossas lágrimas cantando,

Sob as rudes algemas da ansiedade!


Louvai a angústia que vos dilacera,

Que a santa liberdade vos espera

Nas azuis amplidões da Imensidade...


Referência:

XAVIER, Francisco C. Poetas Redivivos. 1.Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1969. 162p. p.18.

sábado, 19 de março de 2022

ONDE ESTIVERES | CHICO XAVIER / AUTA DE SOUZA

Enquanto o dia canta, enquanto o dia

Esperanças e flores te revela,

Segue na estrada primorosa e bela

Da bondade que atende, ampara e cria.


Não desprezes o tempo que te espia

Por santa e infatigável sentinela...

E, alma do amor que se desencastela,

Perdoa, alenta e crê, serve e confia.


Lembra-te, enquanto é cedo! Tudo, tudo

O tempo extingue generoso e mudo,

Menos o Eterno Bem que, excelso, arde...


E onde estiveres, torturado embora,

Faze do bem a luz de cada hora,

Antes que a dor te ajude, triste e tarde!


Referência:

XAVIER, Francisco C. Poetas Redivivos. 1.Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1969. 162p. p.11.

sábado, 12 de março de 2022

VIDA - CHICO XAVIER / EDMUNDO XAVIER DE BARROS

Nem a paz, nem o fim! A vida, a vida apenas

É tudo que encontrei e é tudo que me espera!

O ouro, a fama, o prazer e as ilusões terrenas

São lodo, fumo e cinza ao fundo da cratera.


Esvaiu-se a vaidade!... Os júbilos e as penas,

A alegria que exalta e a dor que regenera,

Em cenário diverso aprimorando as cenas,

Continuam, porém, vibrando noutra esfera.


Morte, desvenda à Terra os planos que descobres,

Fala de tua luz aos mais vis e aos mais pobres,

Renova o coração do mundo impenitente!


Dize aos homens sem Deus, nos círculos escuros,

Que além do gelo atroz que te reveste os muros,

Há vida... sempre a vida... a vida eternamente...


Referência:


XAVIER, Francismo C. Poetas Redivivos. 1. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1969. p.42.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

ALVORECER

Quando o sol se levanta,
Nos primeiros clarões do dia,
Toda a Vida desperta e canta
Uma suave melodia...

Quem a escuta se encanta,
Pois suas notas são de alegria,
Prece a Deus, que se agiganta,
Em louvor ao novo dia.

Ao ouvir esta canção,
Que nem todos ouvirão,
Acolhe-a em teu ser.

E, apropriando-te dela,
Que o teu coração seja a janela
Anunciando o alvorecer.

sábado, 21 de março de 2015

LONGE VAI...

Longe vai a criatura
Nos sonhos que acalenta
Procurando uma abertura
Na rotina que sustenta

Para ir além do "eu",
Que é cárcere cruel,
Ao encontro de Deus,
Levantando qualquer véu

Que encubra a verdade
De que é só pelos sonhos
Que se muda a realidade.

Longe vai em liberdade,
Entre sonhos e mais sonhos,
Descobrir a felicidade!

quinta-feira, 8 de março de 2012

EM HOMENAGEM ÀS MULHERES...

Mulher!
Mãe, esposa, filha...
Misto de força e ternura,
Coragem e formosura,
Continente e ilha...

Como definir tua grandeza?
És toda coração,
Ímpeto, garra, emoção,
Sensibilidade, beleza...

Algum dia no futuro, talvez,
Nem que seja só por uma vez,
O homem há de ver-te!

Mas ver-te como és de fato,
Mil personagens num ato,
E, por fim, compreender-te!

P.S. 
Dedico o soneto acima especialmente à minha esposa, que tenho me esforçado para "ver" e "compreender", amando-a cada dia mais...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A LEI DA RECEPTIVIDADE

Manter a alma aberta
Para o que der e vier
É a filosofia certa
Para o que se quer:

Praticar a autodescoberta
A cada dia, tanto quanto puder,
Estar receptivo e alerta
Haja o que houver.

Eis o segredo dos segredos
De uma vida feliz, sem medos,
Angústias ou preocupações...

Pois tudo o que acontece,
Até a dor que se padece,
Tem sempre suas razões!

sábado, 28 de janeiro de 2012

DE ÂNIMO FIRME E FORTE

Quando deprimido e cansado,
Quando o sonho está distante,
Quando o problema é gigante,
Quando tudo parece errado...

Saiba que tudo tem outro lado:
O cansaço passa num instante,
O sonho busca o perseverante,
O problema pode ser contornado...

Lembra-te de que o essencial
Para uma vida boa, plena, ideal,
Desde o nascimento até a morte,

É conservar a alma pura e jovial,
Ater-se ao bem, não ao mal,
Com o ânimo sempre firme e forte!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

LUMINOSO RETORNO - JOSÉ RAUL TEIXEIRA / AMARAL ORNELLAS

Allan Kardec, o codificador da Doutrina dos Espíritos, nasceu em três de outubro de 1804. Comemorando o seu natalício, compartilho o soneto que segue abaixo, de autoria de Amaral Ornellas, psicografia de José Raul Teixeira. O soneto alude à reencarnação de John Huss como Allan Kardec.


Luminoso Retorno

Inflama-se John Huss, e a Europa toda agita.
Empolga-lhe a Verdade e a Fé dominadoras...
Pensava no homem aflito, nas almas sofredoras,
Enquanto o peito túrgido a liberdade grita...

Seu verbo faz tremer, seu destemor irrita...
Programaram seu fim as mãos ameaçadoras...
Derreado seu corpo... Chamas esmagadoras...
Chorava o povo triste... A fogueira crepita...

Os séculos se vão na ampulheta das horas.
Espírito de Escol, agigantado e forte,
Prepara-se no Além para a ação que não peque.

Retornando ao Mundo, qual estrela emboscada,
É Rivail que atende à Alma, e dá-lhe norte,
E, na Era do Espírito, nasce Allan Kardec.

Referência:

TEIXEIRA, José Raul (Espíritos Diversos). Vozes do Infinito. 1.ed. Niterói, RJ: Editora Fráter, 1991.p.13

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PROGRESSO OU SIMULACRO - JOSÉ RAUL TEIXEIRA / JACY PACHECO (ESPÍRITO)

Desejo compartilhar com vocês o soneto abaixo transcrito. A sua autora espiritual, Jacy Pacheco, nos convida a refletir sobre os exotismos e exageros do tempo presente, através da mediunidade psicográfica de José Raul Teixeira. Vale a pena ler e pensar...

Serão modismos muito exagerados,
Ou estaremos de mal a pior?
Pessoas vestem-se como um outdoor,
Seus trajes de butiques são rasgados...

Jovens ou não querem corpos sarados,
Tatoos e piercings para exibição.
Poucos se importam se há harmonia ou não,
Ou se seus usos são desajustados.

Festas rave de ecstasy e de pós,
Onde se agita o povo em histeria;
Som eletrônico ensurdecedor...

E após o estardalhaço seguem sós,
Esses mortais terrestres que algum dia
Verão da vida o sentido maior.

Referência:

TEIXEIRA, José Raul. Quando a vida responde. 1.ed. Niterói, RJ: Fráter Livros Espíritas, 2010. p.123.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

BRASIL, O GRANDE IMPÉRIO DOS REPUBLICANOS - CHICO XAVIER / PEDRO DE ALCÂNTARA (ESPÍRITO)

O soneto abaixo, de D. Pedro II, foi psicografado por Chico Xavier e é parte integrante da obra "Lira Imortal", da Ed. LAKE.
Reflete, em cada um dos seus versos, a missão de um Espírito comprometido com a evolução histórica do nosso país.
Filho de D. Pedro I, que protagonizou o episódio da Independência (07/09/1822), D. Pedro II imperou de 1840 até 1889, sendo uma das figuras mais emblemáticas da nossa história. 
O escritor Victor Hugo, avesso às testas coroadas, defendendo os ideais democráticos contra o poder absoluto, não escondia o seu respeito e admiração por D. Pedro II, alcunhando-o de neto de Marco Aurélio, comparando-o ao imperador filósofo de Roma.
D. Pedro II, nos últimos versos do soneto, revela que o seu coração de imperador simpatizava com os ideais republicanos. Talvez por isso, entre outros fatores, não tenha reagido ao golpe militar de 1889 que lhe destronou, pondo um ponto final na fase imperial de nossa história (1822-1889).

Seja o Brasil a terra da fartura,
Da justiça, da paz e da abastança
E que o pendão verde-ouro da esperança
Seja a luz do seu dia de ventura.

Terra que é minha luz mais suave e pura,
Sobre a qual o meu Espírito descansa,
Seja a sua grandeza - a da bonança,
Na evolução mais firme e mais segura.

Mesmo depois do exílio estranho e rude,
No pranto amargo da decrepitude,
Na amargura misérrima dos anos;

Senti prazer e orgulho, após a morte
Pois que fiz no Brasil, grandioso e forte,
O grande império dos republicanos.

Referência:

XAVIER, Francisco C. (Diversos Espíritos). Lira Imortal. 3.ed. São Paulo: LAKE, 1983. p.123.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A TUA VIDA NO MUNDO



Encarnado na Terra, mundo de provas,
Perdido em conflitos, dramas e lutas,
Emergindo de infindáveis labutas
Padecendo dores antigas e novas...

Eis a tua vida, que nem sempre aprovas,
Por não conseguir compreendê-la, relutas
Em alterar comportamentos e condutas
Que te livrariam das angústias que reprovas.

Um dia, enxergarás além da ilusão,
Rompendo o espesso véu da escuridão,
Ficando frente a frente com a verdade...

Descobrirás que a tua vida no mundo
Nada mais é do que o reflexo profundo
Do que se passa na tua intimidade!

Do livro:

Alguém te espera & outros poemas, p.41.

sábado, 12 de março de 2011

O CAMINHO DA SUBLIMAÇÃO


Tu que estás na Terra, avança,
Segue o caminho que traçaste,
Que, talvez, outrora já trilhaste,
Mas em desatino e desvairança.

Vai agora, sem mais tardança,
No rumo dos sonhos que sonhaste,
Fiel ao projeto que planejaste,
Na conquista da bem-aventurança.

Longo é o caminho da vida!
E estás nele, de forma repetida,
Mediante a reencarnação.

Prosseguindo vida após vida,
Aos poucos, a marcha é vencida,
Até alcançares a Sublimação!

Do livro:
Alguém te espera & outros poemas, p.29.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

AMOR SEMPRE



Ontem, hoje e amanhã: Amor!
Resumo de todos os mistérios
Da Terra e dos planos sidéreos,
Força Soberana do Criador!

Um misto de alegria e de dor
Formam sentimentos etéreos,
Expressão de problemas sérios
Que no homem estão em vigor!

Para tudo resolver com preemência
Buscando sempre a excelência
Basta o exercício do amor!

É luz que brilha de modo constante,
Qual a estrela mais brilhante,
Ontem, hoje e amanhã: Amor!

Do livro:

Alguém te espera & outros poemas, p.17.

Pesquisar