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segunda-feira, 18 de abril de 2022
O LIVRO DOS ESPÍRITOS E O CONHECIMENTO DE SI MESMO | PALESTRA
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segunda-feira, 11 de abril de 2022
ALLAN KARDEC E O PROBLEMA DA DESENCARNAÇÃO | PALESTRA
sexta-feira, 8 de abril de 2022
ALLAN KARDEC E O LIVRO DOS ESPÍRITOS | PALESTRA
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segunda-feira, 4 de abril de 2022
sexta-feira, 1 de abril de 2022
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
O QUE É O ESPIRITISMO? | PALESTRA
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domingo, 21 de junho de 2020
ABRINDO O LIVRO: O Livro dos Espíritos | Allan Kardec
O "Abrindo o Livro" é um programa do Canal "Espiritualidade Necessária" e tem por objetivo apresentar de forma rápida obras que sejam relevantes para o crescimento espiritual. Este vídeo foge à regra, acabou ficando muito extenso, mas faz jus a importância de "O Livro dos Espíritos". Espero que gostem!
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domingo, 15 de junho de 2014
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
No link abaixo está disponível, on-line, a versão completa da tradução d' "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, feita por José Herculano Pires.
http://evangelhoespirita.wordpress.com/
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
EM HOMENAGEM A KARDEC (1804-1869) - 208º ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
ESPIRITISMO, UMA NOVA ERA - SUGESTÃO DE LEITURA
Na literatura espírita há excelentes obras de vulgarização que facilitam o entendimento espiritual da existência. Uma delas, que prima ao mesmo tempo pela concisão e pela completude, é Espiritismo - Uma Nova Era, do escritor e expositor espírita Richard Simonetti. Esta obra é a sugestão de leitura desta semana.
Extraímos os seguintes informes da contracapa do livro:
"O ilustrado autor toma como roteiro de sua obra o folheto da campanha FEB/CFN - Conheça o Espiritismo, uma Nova Era para a Humanidade - que ele considera 'oportuna síntese doutrinária'.
Em 19 capítulos ele desenvolve passo a passo os pontos fundamentais tratados no folheto, de uma forma simples, inteligente e agradável, quase que coloquial, de quando em vez ilustrando seus ensinos com histórias e fatos pitorescos do cotidiano.
O livro é para todos, espíritas e não espíritas, de todas as camadas sociais, mas está redigido numa linguagem mais popular, de modo a ser lido e entendido com prazer.
Nos comentários que Richard Simonetti escreve, é sempre salientada a visão grandiosa proporcionada pela Doutrina Espírita, com o revelar conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca."
Referência:
SIMONETTI, Richard. Espiritismo, uma Nova Era. 2.ed. Rio de Janeiro: FEB, 1999.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
AS LINHAS BÁSICAS DO ESPIRITISMO - SLIDES
sábado, 21 de janeiro de 2012
QUAIS AS LINHAS BÁSICAS DO ESPIRITISMO? - Resposta de Divaldo P. Franco
“Allan Kardec definiu o Espiritismo como 'a ciência que estuda a origem, a natureza, o destino dos Espíritos e as relações entre o mundo corporal e o mundo espiritual'. As suas linhas essenciais são a crença em Deus, na imortalidade da alma, na comunicabilidade dos Espíritos, na reencarnação, na pluralidade dos mundos habitados, na ética moral do Evangelho, cujo princípio é o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Fundado em uma trilogia, o Espiritismo é a ciência da investigação da divina justiça com suas resultantes ético-filosóficas explicando quem é o homem, de onde veio, para onde vai e por que sofre, estabelecendo uma escala de filosofia comportamental baseada em nunca fazer a outrem o que não deseja que este lhe faça. Tem efeitos obviamente religiosos, pois faz a religação da criatura com o Criador através da oração, da prática da caridade, do exercício das virtudes evangélicas, da transformação moral.
O Espiritismo é o Consolador noticiado por Jesus, como se lê em João, 14:26 e 16:12, que viria a Terra para recordar-nos as lições e ensinar-nos todas as coisas, que à sua época não poderíamos suportar.”
Entrevista de Divaldo P. Franco ao Correio de Uberlândia (Uberlândia, MG) em março de 1988.
Referência:
FRANCO, Divaldo Pereira; HUNGRIA, Fernando (organizador). Seara de Luz. 1. ed. Salvador, BA: LEAL, 1997. p.184.
Fundado em uma trilogia, o Espiritismo é a ciência da investigação da divina justiça com suas resultantes ético-filosóficas explicando quem é o homem, de onde veio, para onde vai e por que sofre, estabelecendo uma escala de filosofia comportamental baseada em nunca fazer a outrem o que não deseja que este lhe faça. Tem efeitos obviamente religiosos, pois faz a religação da criatura com o Criador através da oração, da prática da caridade, do exercício das virtudes evangélicas, da transformação moral.
O Espiritismo é o Consolador noticiado por Jesus, como se lê em João, 14:26 e 16:12, que viria a Terra para recordar-nos as lições e ensinar-nos todas as coisas, que à sua época não poderíamos suportar.”
Entrevista de Divaldo P. Franco ao Correio de Uberlândia (Uberlândia, MG) em março de 1988.
Referência:
FRANCO, Divaldo Pereira; HUNGRIA, Fernando (organizador). Seara de Luz. 1. ed. Salvador, BA: LEAL, 1997. p.184.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Na segunda metade do século XIX,Exatamente em 18 de abril de 1857,Assenta-se o alicerce de uma Era Nova:Allan Kardec publica O Livro dos Espíritos!
Obra ímpar, que a todos comove,Nos jornais de Paris é manchete,Da imortalidade, oferece a provaDescerrando os mortos de seus áditos!
É preciso que o mundo se renoveAnte a nova fé que acometeTodo aquele que reprovaAs crenças e os dogmas decrépitos!
Do livro:Alguém te espera & outros poemas, p.14.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
DARWIN, WALLACE E KARDEC (SLIDES DA PALESTRA)
Darwin, Wallace e Kardec
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
LANÇAMENTO: CD - O QUE É O ESPIRITISMO
Escute a palestra "O que é o Espiritismo", agora também disponível em CD.
Apresenta uma visão geral sobre o Espiritismo, enfocando o contexto histórico e os princípios fundamentais da doutrina.
Recomendado para quem deseja uma maior aproximação com o tema.
![]() |
| http://www.4shared.com/file/221222304/866bc4ff/O_que__o_Espiritismo.html |
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
ALLAN KARDEC E O ADVENTO DA ERA DO ESPÍRITO
Allan kardec e o advento da era do
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domingo, 3 de outubro de 2010
ALLAN KARDEC
Com o soneto abaixo é nosso desejo humilde homenagear H. L. Denizar Rivail, mais conhecido como Allan Kardec, pelo 206° aniversário de nascimento (03/10/1804).
É, ainda, figura apagada.
O mundo teima em desconhecê-la.
A sociedade segue perturbada,
Justamente por não conseguir vê-la.
Nasceu em Lion, na França admirada.
Alma nobre, é fácil percebê-la.
Em Yverdon, formação esmerada,
Do magistério torna-se estrela.
H. L. D. Rivail, eis o seu nome.
Allan Kardec, famoso codinome.
Do Espiritismo, o Codificador.
Realizou um trabalho bendito:
Inaugurou a Era do Espírito!
Da Imortalidade, o Defensor.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
ALLAN KARDEC E O ESPIRITISMO
O texto abaixo constitui a íntegra do primeiro capítulo do livro A Espiritualidade em Quadras, de minha autoria, que reúne algumas reflexões e pequenas poesias:
Muitos não sabem, mas o nome Allan Kardec é na verdade um pseudônimo, adotado pelo intelectual e educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, com o objetivo de distinguir as suas produções literárias de caráter pedagógico das espíritas. Nasceu na cidade de Lion, na França, em 3 de outubro de 1804, no mesmo ano em que Napoleão Bonaparte coroava-se imperador, sendo filho de Jeanne Louise Duhamel e Jean-Baptiste Antoine Rivail.
Recebendo esmerada educação no ambiente doméstico, com dez anos de idade foi enviado para a Yverdon, na Suíça, onde estudou na célebre escola fundada e dirigida por Johan Heinrich Pestalozzi. Ali, adquiriu e consolidou a sua ilustração, ampliando os seus conhecimentos e aprendendo outros idiomas.
Tornou-se professor e regressou à França, estabelecendo-se em Paris. Desenvolveu uma brilhante carreira no magistério e escreveu inúmeros livros embasados na metodologia pestalozziana.
Casou com Amélie-Gabrielle Boudet, escritora e professora como ele, com a qual passou a dividir os seus sonhos e expectativas.
Dedicou toda a sua vida para a educação, dominando grande parte do conhecimento do seu tempo. Traduziu algumas obras do francês para o alemão e ensinava, além da gramática francesa, matemática, física, química, astronomia, anatomia e fisiologia.
Foi no ano de 1854 que, através de um amigo, ouviu falar pela primeira vez nos fenômenos espíritas. Guardando uma posição de dúvida, num primeiro momento, pôde confirmar a autenticidade dos mesmos quando observou pessoalmente a sua ocorrência na casa da Sra. Plainemaison, onde se realizavam sessões das quais ele se tornou assíduo frequentador.
Desde então, H. L. D. Rivail passou a estudar com interesse e afinco os fenômenos espíritas, aplicando-lhes o método científico. Foi na casa da Sra. Plainemaison que conheceu o Sr. Baudin, que lhe fez o convite para assistir as sessões que realizava em sua própria residência, onde as médiuns eram suas duas filhas adolescentes, uma com 12 anos e outra com 16 anos de idade.
Junto ao Sr. Baudin e sua família, H. L. D. Rivail travou um contato mais estreito com o mundo espiritual, dando um cunho de maior seriedade às sessões ali realizadas. As duas meninas colocavam as mãos, ao mesmo tempo, sobre uma prancheta que tinha um lápis afixado em uma de suas extremidades. Sob a influência dos seres espirituais, a prancheta se movia, traçando sobre o papel uma escrita clara e legível, que variava de acordo com o Espírito que se comunicava.
H. L. D. Rivail interrogava os Espíritos e, através das meninas e da prancheta, obtinha respostas cujo conteúdo, muitas vezes, apresentava informações e conhecimentos que não eram sabidos por nenhum dos presentes. Numa dessas sessões, recebeu a revelação de uma de suas vidas anteriores, na qual teria sido um sacerdote druida chamado Allan Kardec, que viveu no primeiro século antes de Cristo, na região da Gália, na mesma época em que esta fora invadida por Júlio César.
Do diálogo que manteve com os Espíritos na casa do Sr. Baudin, nasceu O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de abril de 1857, que H. L. D. Rivail assinou como Allan Kardec, para diferenciá-lo, como já afirmado acima, das suas publicações anteriores. Com este livro surgia o Espiritismo ou Doutrina Espírita, que pode ser definido como “(...) uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” (1)
Codificado por Allan Kardec a partir das comunica-ções dos Espíritos, o Espiritismo tem como aspectos fundamentais: Deus, a existência, preexistência e sobrevivência da alma, a comunicação com os impropriamente chamados de mortos, a reencarnação, a pluralidade dos mundos habitados e os ensinos morais de Jesus.
Esclarecendo o problema do ser, do destino e da dor, o Espiritismo nos oferece um conjunto de diretrizes que servem de guia para as nossas vivências, favorecendo a compreensão de tudo o que nos ocorre e nos estimulando ao melhoramento contínuo.
Ninguém deve cometer o erro de julgar o Espiritismo sem antes conhecê-lo e como se trata de uma doutrina de simples compreensão, ao mesmo tempo que de acentuada complexidade, esse conhecimento exige um certo tempo para ser adquirido. Para tanto, o ideal é fazer a leitura das obras O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e a Gênese, todas de Allan Kardec. Somente lendo e estudando estas obras é que se compreende de fato o que é o Espiritismo bem como qual é a sua revolucionária proposta para a transformação do homem e da Humanidade.
______________________________(1) KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006. p.55.
sábado, 12 de junho de 2010
NOVIDADES NO ESPIRITISMO
Mais de cento e cinquenta anos já se passaram do surgimento do Espiritismo, cujo marco inicial é a data da primeira publicação de O Livro dos Espíritos, que se deu em 18 de abril de 1857, e algo que chama a atenção é a plena atualidade dos seus principais conceitos.
Estruturado numa época de efervescência científica, em que muitos conhecimentos que eram tidos por verdadeiros, com o correr do tempo, mostraram-se equivocados, precisando ser corrigidos, alterados ou até abandonados, o Espiritismo ultrapassou o seu sesquicentenário sem sofrer nenhuma alteração no quadro das suas propostas básicas.
Refletindo uma realidade mais profunda, que é a espiritual, o Espiritismo segue na vanguarda do pensamento humano, inclusive antecipando muitas conquistas que pertencem ao futuro.
As obras escritas por Allan Kardec, que encerram em seu bojo toda a Codificação Espírita, encerram sutilezas que passam ignoradas por aqueles que simplesmente correm os olhos por sobre algumas de suas páginas, sem demorar-se no estudo e na reflexão que exigem.
Quantos têm se levantado, sem ao menos terem lido e estudado toda a produção kardeciana, para afirmar a obsolescência do Espiritismo, declarando que o mesmo não condiz mais com os tempos em que vivemos, demandando ajustamento e atualização. Os que assim se pronunciam, mais não fazem do que evidenciar a própria ignorância em relação à profundidade e ao alcance dos postulados espíritas.
No tempo das novidades, em que as informações se multiplicam freneticamente, de tal forma que quase não conseguimos nos manter atualizados, pretende-se que o Espiritismo incorpore novos princípios, mas que não atendem aos pré-requisitos estabelecidos por Kardec para guiar a evolução doutrinária, como o da coletividade e concordância do ensinamento dos Espíritos.
É justamente em função desta ânsia pelo novo e pelo inusitado, presente em adeptos que, em primeira e última análise, não conhecem a doutrina que professam, que muitos centros espíritas espalhados pelo Brasil estão refertos de práticas estranhas e que não se coadunam com os fundamentos e as proposições do Espiritismo. Alguns centros espíritas nem deveriam ostentar este nome, o melhor seria que o substituíssem por outra designação, como espiritualista, que estaria mais em harmonia com as diretrizes que estão seguindo.
Falta-nos mais leitura, mais estudo, mais reflexão, mais análise das obras básicas do Espiritismo. Enquanto esta carência não for preenchida, continuará grassando nos meios espíritas a ignorância e a incompreensão, que são os dois fatores principais que impedem desdobramentos mais significativos no conjunto dos ensinos espiritistas.
Para aqueles que se abrigam à sombra acolhedora do Espiritismo, mas que não se satisfazem com os seus ensinos e lições profundas, reclamando mais e mais revelações, sempre ansiando por novidades, não sabendo aguardar o tempo certo de cada coisa, adverte Allan Kardec:
“Com extrema sabedoria procedem os Espíritos superiores em suas revelações. Não atacam as grandes questões da Doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência se mostra apta a compreender verdade de ordem mais elevada e quando as circunstâncias se revelam propícias à emissão de uma idéia nova. Por isso é que logo de princípio não disseram tudo, e tudo ainda hoje não disseram, jamais cedendo à impaciência dos muito afoitos, que querem os frutos antes de estarem maduros. Fora, pois, supérfluo pretender adiantar-se ao tempo que a Providência assinou para cada coisa, porque, então, os Espíritos verdadeiramente sérios negariam o seu concurso. Os Espíritos levianos, pouco se preocupando com a verdade, a tudo respondem; daí vem que, sobre todas as questões prematuras, há sempre respostas contraditórias1.”
_________________________________
1KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 120.ed. - Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2002. p.35.
1KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 120.ed. - Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2002. p.35.
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Reflexões...
domingo, 18 de abril de 2010
O LIVRO DOS ESPÍRITOS - 153 ANOS
No dia 18 de abril de 1857 aparecia na cidade de Paris a primeira edição de O Livro dos Espíritos. Era um livro diferente de qualquer outro que já havia sido publicado: os seus autores eram os Espíritos. Despertando a atenção geral, poucos meses depois do seu lançamento a obra já estava esgotada.
O Livro dos Espíritos vinha assinado por Allan Kardec, que era um pseudônimo, um nome fictício, adotado por um célebre educador francês, Hippolyte Léon Denizard Rivail. Quanto à sua origem, esta obra possui uma dupla natureza: de um lado, apresenta as comunicações dos Espíritos e, de outro, o trabalho de organização e análise feito por Kardec.
Monumental diálogo entre os vivos e os impropriamente chamados de mortos, O Livro dos Espíritos constitui um conjunto de perguntas e respostas expressando uma nova visão da vida e da criatura humana.
Insistindo que o mérito da obra cabia exclusivamente aos Espíritos, não podemos ignorar que Allan Kardec desempenhou um papel fundamental na gênese e concepção da mesma. A sua genialidade está refletida em cada página de O Livro dos Espíritos. Organizou as informações trazidas pelos Espíritos de uma forma primorosa, sistematizando-as com clareza e lógica. Os assuntos abordados estão arranjados de tal maneira que decorrem uns dos outros, demonstrando uma unidade surpreendente.
O trabalho e a importância dos Espíritos são inseparáveis do trabalho e da importância de Kardec quando à produção de O Livro dos Espíritos. Para avaliar isto melhor, é preciso conhecer o modo como ele surgiu, destacando que não foi uma revelação que veio pronta e acabada da parte dos Espíritos; foi antes uma produção lenta e laboriosa que não prescindiu do concurso da observação, da razão e da lógica.
Foi em 1854 que Allan Kardec ouviu falar pela primeira vez nos fenômenos espíritas. Permaneceu, de início, numa posição de dúvida, que durou até assistir a uma sessão em que pôde observar a ação inteligente dos Espíritos.
Era uma terça-feira do mês de maio do ano de 1855, na casa da Sra. de Plainemaison, quando Kardec confirmou a autenticidade do fenômeno através de evidências inequívocas. Diante dele abriam-se as portas de um novo mundo que passaria a investigar infatigavelmente.
Na casa da Sra. de Plainemaison, Kardec teve a oportunidade de conhecer o Sr. Baudin e de ser convidado para participar das sessões que ocorriam na casa dele, onde funcionavam como medianeiras suas duas filhas, Júlia e Carolina, ambas adolescentes, um com 14 e outra com 16 anos de idade.
Allan Kardec torna-se um frequentador assíduo das sessões na casa da família Baudin. As manifestações mediúnicas se davam através de uma pequena cesta, descrita por Kardec em O Livro dos Médiuns e batizada de cesta pião, porque ela era atravessada em seu centro por uma espécie de lápis, apoiada sobre uma ardósia, um tipo de lousa, onde os caracteres eram traçados. As meninas Baudin depositavam suas mãos nas bordas da cesta e em instantes a mesma se punha em movimento. Este tipo de comunicação com o Mundo Invisível evidenciava a independência do pensamento dos Espíritos em relação ao pensamento dos medianeiros, já que seria impossível a coordenação de movimentos entre os médiuns, ainda mais entre duas adolescentes, para responder de forma precisa às perguntas que eram apresentadas sem o seu prévio conhecimento e respondidas de forma rápida e lógica. Mediante este processo, Kardec obteve as mais interessantes e sublimes comunicações espíritas.
O caráter inicial das sessões espíritas na casa da família Baudin, que eram presididas por um Espírito que se deu a conhecer como Zéfiro, era um tanto frívolo. As pessoas reuniam-se ali para divertirem-se. Passavam horas seguidas em diálogos ociosos com os Espíritos, atendendo aos seus caprichos, curiosidades e futilidades. Quando Kardec passou a participar destas sessões, conferiu, com o tempo, um cunho de seriedade às mesmas, objetivando a instrução de si mesmo e dos demais participantes.
Allan Kardec, na intimidade de seu lar, começou a preparar uma série de perguntas a serem feitas aos Espíritos, nas sessões mediúnicas em que tomava parte, sobretudo na casa da família Baudin. Paulatinamente, as perguntas e respostas que vinha acumulando foram assumindo a forma de uma doutrina. Kardec organizou-as de forma sistemática e as publicou em um livro. Nascia assim O Livro dos Espíritos.
Nota-se, deste modo, que O Livro dos Espíritos foi fruto não só das informações dadas pelos Espíritos mas também do labor intelectual de Kardec. Surgia no mundo o Espiritismo. É importante ressaltar que até a designação da nova doutrina, que tinha como princípio fundamental as relações com o mundo espiritual, apareceu pela primeira vez neste livro. Tratava-se de um neologismo, um termo novo, para identificar uma coisa nova, que era o conjunto dos ensinamentos dos Espíritos analisados e estruturados de forma a atender as exigências da razão e da lógica.
Depreende-se, então, a importância de O Livro dos Espíritos, assinalando a origem do Espiritismo e, igualmente, marcando o início de uma Nova Era para a Humanidade. A sua leitura, estudo, análise, reflexão e meditação, constitui meio essencial para apropriar-se dos informes transcendentes que trás sobre a nossa origem, a nossa natureza, o porquê das nossas dores, as causas reais dos nossos sucessos e insucessos, os enigmas das relações parentais, a nossa destinação, em uma palavra, a nossa realidade espiritual.
Não há melhor maneira de comemorarmos os seus 153 anos do que fazendo a leitura e o estudo desta obra extraordinária, verdadeira síntese de todo o conhecimento que a humanidade vem acumulando ao longo dos séculos, e, a partir desta leitura e estudo, transformarmos nossa existência, pautando-a pelos ensinamentos sublimes que ela encerra.
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