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sábado, 28 de novembro de 2015

TUA MEDIUNIDADE | UM ROTEIRO PARA TI - CAP. 17

EXCERTOS...

"Identifique as influências espirituais que atuam sobre ti, canalizando-as para o teu crescimento, bem como para o dos demais. A tua mediunidade deve ser sempre um meio de elevação."

Referência:

STEIGLEDER, Carlos G. Um roteiro para ti. 1. ed. Sapiranga, RS: Caminho Espírita, 2011. 138p. p.80.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

EM MEDIUNIDADE, O QUE SERIAM SINTONIA, RESSONÂNCIA E VIBRAÇÕES COMPENSADAS?

A sintonia, como o próprio nome diz, é a identificação. Estamos sempre acompanhados daqueles que nos são afins. A emissão de uma onda encontra ressonância num campo vibratório equivalente. Aí temos a sintonia, como numa rádio que emite uma onda e é captada por um receptor na mesma faixa vibratória. A sintonia de Chico Xavier com o Espírito Emmanuel dá essa ressonância maravilhosa, que é a obra abençoada que o Instrutor mandou à Terra. A ressonância seria o efeito que decorre do mecanismo de sintonia. E as vibrações compensadas são aquelas que oferecem, como o próprio nome coloca, a resposta dentro do padrão de reciprocidade. Quando Chico sintoniza com Emmanuel recebe a compensação do benefício que decorre daquela onda provinda do Benfeitor, que lhe responde ao apelo através do bem-estar que lhe proporciona. Essa compensação pode ser positiva ou negativa. Se elaboramos ideias infelizes somos compensados pelas respostas das entidades afins, que se comprazem em nos utilizar na viciação toxicômana, alcoólica, tabagista ou no exagero em qualquer função ou hábito.
Quando oramos ao Cristo, ou oramos a Deus, recebemos imediatamente a compensação do bem-estar que decorre de estarmos sintonizados com o Alto.

Resposta de Divaldo P. Franco

Referência:

FRANCO, Divaldo P. | TEIXEIRA, José Raul. Diretrizes de segurança: um diálogo em torno das múltiplas questões da mediunidade. 5.ed. Niterói, RJ: Fráter, 1995. 144p. p. 43-44.

domingo, 8 de maio de 2011

HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS - À sombra da noite



Esta história demonstra que a mediunidade é uma faculdade comum a todos os seres humanos, independendo inclusive da religião ou das crenças que se possua. Manifestações físicas...


sábado, 23 de abril de 2011

HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS - Ruídos do Espírito

Nesse episódio de Histórias Extraordinárias, Ruídos do Espírito, é apresentada a famosa história de Leonice Fitz, que durante a infância e a adolescência foi protagonista de estranhos acontecimentos. Leonice e sua família residiam em Santa Rosa-RS/BR. Em sua presença ocorriam batidas sem causa aparente, movimentação de objetos, barulhos diversos... Pelo depoimento da mãe de Leonice, fica claro que havia a intervenção de outras inteligências além da da menina na produção dos fenômenos. Allan Kardec estuda esse tipo de fenômeno pormenorizadamente em O Livro dos Médiuns, classificando-o como de efeitos físicos. Vale a pena dar uma olhadinha... Esse fato, ocorrido com a família Fitz em Santa Rosa-RS/BR remete-nos diretamente ao fato que se deu com outra família, a família Fox, em Hydesville-NY/EUA, no ano de 1848, quando na presença das irmãs Kate, Lea e Margaret, o mesmo tipo de fenômeno se verificava. Os fenômenos de Hydesville, cumpre destacar, estão ligados à origem do Espiritismo. Em ambos os casos fica patente que há forças no ser humano que ainda não são bem conhecidas e que a intervenção de inteligências desprovidas de um corpo físico em nosso meio existencial é uma realidade que não pode ser contestada. Quem ainda não assisitiu, precisa assistir!

sábado, 13 de novembro de 2010

O DOM DA MEDIUNIDADE

Excertos do cap. 14, O Dom da Mediunidade, do livro A Espiritualidade em Quadras:
A mediunidade nada mais é do que um meio que permite a comunicação entre o mundo material e o mundo espiritual.
Quem melhor a define e explica é Allan Kardec, pontuando que:
“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva (…)1.”
A mediunidade, desta forma, só pode ser considerada como um dom na condição de qualidade natural, que é inata ao indivíduo, jamais configurando nenhum tipo de privilégio ou concessão especial, muito embora algumas pessoas equivocadamente a considerem nesse sentido.
Todos nós, portanto, somos médiuns, querendo ou não. A cada instante uma multidão de Espíritos nos cerca e ainda que não percebamos a sua presença, não estamos livre da influência que podem exercer e que de fato exercem em nossa vida. Tal influenciação ocorre em função da mediunidade que temos.
[…]

1KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. 62.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1996. Item 159. p.203.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O DOM DA MEDIUNIDADE - MARLENE NOBRE

 
 
 
Para compreender a fundo a questão mediúnica, O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, segue sendo a referência indispensável. Isso não quer dizer, todavia, que as demais obras que abordam a questão não o sejam. Pelo contrário, desempenham o importante papel de desdobrar e ampliar os seus fundamentos.
Um dos livros que cumpre satisfatoriamente esse papel é o que elegemos para comentar nesta semana: O Dom da Mediunidade – um sentido novo para a vida humana, um novo sentido para a humanidade, da médica, pesquisadora e conferencista Marlene Nobre.  Um dos muitos méritos do livro é tratar da mediunidade, como esclarece a autora na introdução, numa perspectiva que vai do céu para a terra, isto é, a partir dos informes dos Intrutores Espirituais, buscando compreender os seus mecanismos de funcionamento.
Embasada em Kardec, em metapsiquistas, em parapsicólogos e, sobretudo, nas revelações espirituais feitas pelo espírito André Luiz através do médium Chico Xavier, a autora contou com vastos subsídios teóricos, metodológicos e experimentais para elaborar o seu modelo descritivo e explicativo da faculdade mediúnica, fazendo-o com primor e grande poder de síntese.
O livro presta-se ao aprofundamento da compreensão da mediunidade, mas se aqueles que não têm muita familiaridade com o assunto vierem a lê-lo, não encontrarão muitos obstáculos, pois o texto é claro e conciso, os assuntos estão muito bem organizados e distribuídos nos capítulos e o estilo é simples e objetivo.
É um livro que todo o estudioso do Espiritismo deveria ter em sua biblioteca.
Segue abaixo a introdução do livro feita pela autora:
“Você tem sentido batedeira no coração (taquicardia), arrepios pelo corpo, vontade de chorar sem motivo? Irrita-se com qualquer fato? Tem sonolência exagerada? Ou outros distúrbios do sono, como insônia, terror noturno? Padece, há anos, de dores pelo corpo, sem que encontre uma causa definida? Ou sente um pânico terrível sem causa conhecida?
Se você tem dois, três, ou mais, desses sintomas, já fez todos os exames aconselhados pelo médico com o qual se trata, tem feito uso regular dos remédios indicados, sem obter melhoras substanciais, fique alerta, porque tudo indica que você tem mediunidade.
Este livro pretende apresentar a mediunidade e o seu significado na vida das pessoas. Pretende explicar como a mediunidade aparece e por que ela é a causa de tantos sintomas como os que descrevemos acima. Tem também por objetivo explicar o modo pelo qual é possível lidar com a mediunidade de uma maneira saudável e benéfica para o corpo e para a alma.
De início, conceituamos mediunidade, procurando dar-lhe o seu real sentido. É faculdade inerente a todos os seres, como a faculdade de respirar. Por suas características, amplia os sentidos corpóreos e alarga, em graus variados, a capacidade de comunicação com o plano físico e com o espiritual. Suas raízes prendem-se à natureza mesma da constituição humana. Para entendê-la, é preciso ir além da matéria densa; compreender que somos constituídos de corpo físico, envoltórios sutis e espírito. Entendendo-se, por envoltórios sutis, os corpos invisíveis de que se reveste a alma -perispírito e corpo mental - ambos constituídos de matéria quintessenciada, até o momento, não detectada pelos aparelhos comuns existentes na Terra, porque se baseiam em tecnologia voltada à matéria conhecida.
As raízes da mediunidade estão fincadas no perispírito ou corpo espiritual, porque esse envoltório sutil permite a ação do espírito sobre a matéria; concentra em sua organização a perfectibilidade dos sentidos, possibilitando ao ser humano fazer uso de um sentido novo, que lhe expande a capacidade de comunicação, muito além dos sentidos corpóreos.
No exercício dessa função, o perispírito precisa utilizar-se de estruturas neurológicas ou implementos sensíveis do cérebro físico, que têm capacidade de captar a mensagem espiritual, em graus muito diferentes, e passar a informação do mundo extrafísico ao material. Com isso, a mensagem espiritual torna-se perceptível aos seres humanos, quer seja ela registrada de forma inconsciente ou subliminar, ou de maneira consciente, integral ou parcialmente.
Dentre essas estruturas cerebrais, a glândula pineal é a mais importante. Também conhecida como glândula da vida mental, ela recebe, decodifica e transmite as mensagens extrafísicas às várias regiões do cérebro, para que possam ser interpretadas e compreendidas. É fácil descobrir, assim, por que todos somos médiuns. Afinal de contas, todos nós possuímos perispírito e glândula pineal. Mas por que só algumas pessoas são médiuns ostensivos, ou seja, por que só em algumas pessoas a mediunidade se manifesta tal como a conhecemos? Além disso, por que apenas algumas pessoas exercem, efetiva e regularmente, os dons da mediunidade?
A explicação está na própria constituição do perispírito e da glândula pineal, conforme analisaremos nos Capítulos 3, 4 e 5 deste livro. Embora, sobre esse assunto, tenhamos mais perguntas do que respostas, propomos uma reflexão mais acurada sobre as revelações, inspirando-se nelas para efetuar pesquisas e ampliar conhecimentos.
Em uma das inúmeras entrevistas que deu, Chico Xavier, indagado sobre o conceito de mediunidade, enfatizou: "... Na essência, é afinidade, é sintonia, estabelecendo a possibilidade de intercâmbio espiritual entre as criaturas, que se identifiquem na mesma faixa de emoção e pensamento". E, em seguida, esclareceu: "Os sintomas podem ser variados, de acordo com o tipo de mediunidade. Irritabilidade, sonolência sem motivo, dores sem diagnóstico definido, mau humor e choro inexplicável podem indicar necessidade de esclarecimento e estudo".
Daquilo que hoje conhecemos, este livro procurou ressaltar os principais sintomas da mediunidade, segundo a diversidade dos dons ou carismas, vinculando a maioria deles às próprias funções da pineal. Assim como mostramos de que forma podem se tornar permanentes, constituindo-se, muitas vezes, em grave ameaça à saúde física e mental, na chamada mediunidade torturada ou na obsessão. Com isso, somos levados a ressaltar a importância dos pensamentos, uma vez que eles são tão essenciais na mediunidade quanto o leito é para o rio. Na verdade, constituem-se na base fundamental de toda comunicação.
Conhecer esses dados é importante para quem deseja desenvolver sadiamente a mediunidade, ou seja, educar-se mediunicamente. Para isso, é aconselhável procurar informações em fontes seguras, tanto em cursos e seminários, na Casa Espírita, quanto em leituras sadias, selecionando livros que instruam e estimulem o seu bom uso. No decorrer deste livro, seguimos as revelações dos espíritos instrutores contidas nas obras de Allan Kardec, no século XIX, e de Chico Xavier - Emmanuel, no século XX.
Para lançar as bases do Espiritismo, o Codificador da Doutrina conseguiu marginalizar a fraude, expulsando-a dos experimentos que fez; procurou estudar e classificar os fenômenos e seus produtores - os médiuns. Demonstrou que muitos dos fenômenos tinham origem na psique do próprio médium, sendo, portanto, fenômenos anímicos, como os denominamos hoje.
Seguindo a orientação de Kardec e a dos instrutores do século XX, há duas maneiras de classificar a mediunidade. A primeira delas tem por critério a fonte produtora: os fenômenos podem ser anímicos, i.e., produzidos pelos espíritos encarnados, ou podem ser espiríticos, produzidos por desencarnados. A segunda maneira de classificar a mediunidade se dá segundo o critério dos efeitos que podem ser físicos ou intelectuais, e produzidos tanto pelas almas dos chamados vivos quanto dos mortos.
Para facilitar a compreensão dos fenômenos anímicos - os produzidos pelo próprio espírito encarnado -, ilustramos com alguns exemplos, em capítulos como o do Fantasma Azul-Alaranjado, o dA Despedida de Elisa, o do Passageiro Salva Tripulação de Navio Encalhado, etc. Com eles, fica fácil compreender que a alma não está encarcerada no corpo, como se estivesse em uma caixa hermeticamente fechada, mas pode extravasar-se e comunicar-se além dos sentidos corpóreos.
Estão englobados, nos fenômenos anímicos, o desdobramento ou experiência fora do corpo, os diversos graus de sonambulismo natural, ou aqueles obtidos sob ordem hipnótica, a letargia, a catalepsia, a dupla vista, a doação de ectoplasma, etc. Desses, damos especial ênfase aos casos de desdobramento, seguidos de aparecimento dos duplos, até o fenômeno da bicorporeidade, quando o médium pode ser visto, materializado, em duas cidades ou localidades diferentes, ao mesmo tempo.
Os fenômenos anímicos tanto podem ser acompanhados de efeitos físicos quanto intelectuais. Há encarnados que podem emitir comunicações através da fala e da escrita, tendo a si próprios como intermediários, ou se servindo de outros medianeiros, para passar a mensagem, por exemplo, enquanto estão em estado de coma.
Além desses, existem os fenômenos espiríticos que se constituem na comunicação dos desencarnados. São considerados fenômenos mediúnicos propriamente ditos e podem produzir efeitos físicos e intelectuais. Dentre os efeitos físicos, são analisados os casos de materialização dos espíritos, completa ou parcial; as pancadas ou batidas; os transportes de pessoas ou objetos; a levitação; a doação de ectoplasma para os serviços de cura, etc. Dentre os fenômenos intelectuais, analisaremos a vidência, a audiência, a psicofonia, ou incorporação, a psicografia, a psicometria, etc.
A mediunidade é um sentido especial na vida do ser humano, que traz percalços e compromissos, mas também muito bem-estar, desde que sejam seguidos os caminhos que lhe tragam maior felicidade espiritual. Para tanto, o médium precisa aplicá-la tendo por base a caridade, o bem do próximo, vinculando-a, profundamente, à sua melhoria moral, que implica esforços constantes em vencer suas más inclinações, representadas pelos vícios, entre os quais o orgulho, a vaidade, a presunção. Quando exercida nessas bases, o médium passa a conhecer-se melhor e o seu desenvolvimento equivale a numerosas e prolongadas sessões de psicanálise, tendo como recompensa final a sensação de paz íntima, fruto do dever cumprido.
Mais do que um precursor, Kardec foi o fundador da ciência do paranormal. Com ele, temos o estudo minucioso da mediunidade; a classificação dos espíritos e dos médiuns; o papel desempenhado por estes nas comunicações e sua influência moral; a confluência da "constelação familiar invisível", que age sobre o médium e que é por ele influenciada; as interferências, mesmo inconscientes, dos pesquisadores e dos assistentes; os inconvenientes e perigos do exercício mediúnico mal direcionado; as rupturas dos campos psíquicos com a interferência de mentes estranhas, gerando processos obsessivos; as ações de cura magnética, etc. Tudo isso foi objeto de detalhado estudo, constituindo-se O Livro dos Médiuns em um verdadeiro tratado para a prática do paranormal. Sem Kardec, portanto, não há estudo sério das manifestações espirituais.
É preciso reconhecer, todavia, conforme a advertência dos próprios espíritos instrutores, que se comunicavam à época da Codificação, que o tempo passa e outros tipos de comunicação surgem, o progresso humano é inevitável, e, conseqüentemente, o da própria faculdade mediúnica.
Por isso mesmo, ao longo deste livro, adicionamos, às informações pioneiras de Allan Kardec, as revelações espirituais respigadas, na obra Chico Xavier - Emmanuel, elaborada ao longo do século XX, particularmente nos livros de autoria do médico desencarnado André Luiz, que as ampliam e complementam. Aliás, são elas que dão a real perspectiva pela qual descrevemos os fenômenos nesta obra: do céu para a terra. Essa visão privilegiada, proporcionada pelos espíritos instrutores, permitiu-nos observar melhor os fatos já descritos e pesquisados anteriormente, não apenas por Kardec, mas também por metapsiquistas e parapsicólogos, que são, no entanto, de difícil assimilação por parte dos que lidam, diuturnamente, com a mediunidade, quais sejam, os fenômenos anímicos, os de exteriorização da sensibilidade, o de psi-cometria, etc.
Não podemos nos esquecer, igualmente, de que a Ciência teve extraordinários avanços, no século XX, principalmente quanto às revoluções conceituais da física quântica, que têm lançado novas luzes à compreensão dos fenômenos mediúnicos, como podemos constatar nas inúmeras informações importantes contidas nos livros Mecanismos da Mediunidade e Evolução em Dois Mundos. Estas, porém, embora tenham sido inseridas em vários capítulos deste livro, não poderiam se constituir, aqui, em objeto de estudo específico, por isso, reconhecemos a necessidade de analisá-las, futuramente, em uma obra de cunho científico, que seja fruto de um trabalho de equipe, na qual procuremos dissecar a neurofisiologia da mediunidade.
Neste livro, também não teríamos condições de dar mais amplas informações sobre os fenômenos de cura, em toda a sua diversidade e complexidade, razão pela qual pretendemos dedicar-lhes uma obra exclusiva no futuro. Aqui, fornecemos tão-somente algumas questões básicas para quem deseja dedicar-se aos passes ou às ações magnéticas de cura. Do mesmo modo, não foi possível abordar, neste livro, em profundidade o desenvolvimento da mediunidade e os fracassos e sucessos de médiuns e doutrinadores, nas tarefas assumidas perante o Mundo Maior; apenas fornecemos alguns dos dados mais importantes sobre o assunto, quando tratamos de mediunidade e obsessão. Pretendemos, no entanto, voltar a este tema em obra à parte.” (NOBRE, 2007, p.11-18).
Referência:
NOBRE, Marlene. O dom da mediunidade – um sentido novo para a vida humana, um novo sentido para a humanidade. São Paulo: FE Editora Jornalística, 2007. 186p.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O QUE É O FENÔMENO MEDIÚNICO - HERMÍNIO C. MIRANDA



A mediunidade é uma faculdade que permite o intercâmbio entre os indivíduos que estão em diferentes dimensões da Vida, notadamente entre os Espíritos encarnados e os Espíritos desencarnados, sendo comum a todo o ser humano. Essa faculdade é conhecida sobretudo pelos seus efeitos, pelas suas manifestações.
A obra “O que é o fenômeno mediúnico”, do pesquisador, escritor e conferencista Hermínio C. Miranda, trata da faculdade mediúnica do ponto de vista fenomênico, isto é, do modo como ela se dá a conhecer. Definindo “fenômeno” como tudo aquilo que acontece e pode ser observado, o autor contextualiza a mediunidade no processo histórico, principalmente na “(...) dinâmica da história das religiões, dos povos e dos seres humanos” (MIRANDA, 1995, p.8).
Embora se destine àqueles que desejam tomar um primeiro contato com a temática mediúnica, a obra não pode deixar de ser lida pelos coordenadores e dirigentes de grupos de estudos e de trabalhos mediúnicos, por apresentar uma exposição clara, abrangente e sistemática da matéria.
O autor destaca a importância do fenômeno mediúnico em todos os aspectos da vida social e psicológica, inclusive no cenário político, indicando vários fatos que atestam a influência espiritual através da mediunidade em fatos marcantes da história. Um desse fatos, relatados na obra, remete às famosas sessões espíritas realizadas na Casa Branca (EUA), durante o mandato do presidente Abraham Lincoln, que recebeu importantes orientações vindas do Mundo Espiritual através da médium Nettie Colburn Maynard. As orientações referiam-se, entre outras coisas, a estratégias que o presidente deveria adotar durante a Guerra de Secessão, objetivando manter a unidade territorial do país.
A obra também expõe um panorama das pesquisas sobre a mediunidade e explora os seus encaixes com a parapsicologia.
Hermínio C. Miranda consegue tanto introduzir o tema quanto aprofundá-lo.
Segue abaixo o item que encerra a obra:
“41. REALIDADE IGNORADA
Como dizia Moisés, quem nos dera que toda a gente exercesse (com critério e seriedade) suas faculdades mediúnicas! Lamentável que não haja uma Nettie Colburn Maynard para cada presidente, rei ou rainha neste mundo.
O problema é que precisaríamos ter também um Presidente Lincoln em cada um desses postos de comando político-social, com grandeza suficiente e humildade bastante para ouvir com atenção e senso crítico a palavra franca, positiva e sábia de um espírito desencarnado de alto nível evolutivo. Não para ditar ordens, mas para trocar idéias e expor alternativas.
Destacamos a condição crítica porque, sem um critério seletivo rigoroso, sem uma crítica atenta ao que nos vem dos espíritos, podemos ficar envolvidos em fatais mistificações ou influenciados a colocar em ação planos tenebrosos de dominação e opressão, como Hitler e seus comparsas encarnados e desencarnados.
Aconselhado pelos Espíritos, Lincoln preservou a integridade de seu país e apressou a libertação dos nossos irmãos de pele negra, proporcionando-lhes 'status' de seres humanos, tão dignos como qualquer outro, seja qual for a cor de sua pele. Dirigentes convictos dessa realidade estariam hoje em condições de preservar a integridade do planeta em que vivemos, onde há espaço físico e mental para que todos vivam em paz e em harmonia com as leis divinas, que tudo ordenam e sustentam, desde os incertos movimentos de uma simples ameba em busca de alimento, até ao esplendor das galáxias pousadas como ninhos imensos de luz na amplidão cósmica do infinito.
O fenômeno mediúnico foi, é, e continuará sendo o instrumento, o veículo dessa realidade, que teima em apresentar-se aos olhos da humanidade que, por sua vez, teima obstinadamente em ignorá-la.
Essa é a grande tragédia da história moderna. Os artefatos nucleares e a as tensões internacionais, sob as quais vivemos esta hora de graves expectativas são dramáticas consequências da ignorância dos que deveriam saber, mas não têm a humildade necessária e suficiente para aprender com urgência o que precisavam saber.
É claro que o fenômeno mediúnico por si mesmo não poderia salvar a nossa civilização enferma e febril, nem estou advogando aqui que se entregue o governo do mundo aos espíritos, porque cabe a cada um de nós o direito e o dever de tomar decisões e responder por elas, mas a aceitação plena da realidade de que o fenômeno tem dado repetido testemunho, mudaria radicalmente o rumo da História.
Essa a grande esperança, enquanto é dia. Rezemos para que haja tempo suficiente para que isso aconteça.” (MIRANDA, 1995, p.95-97).

Referência:

MIRANDA, Hermínio Correa. O que é o fenômeno mediúnico. 3.ed. São Bernardo do Campo, SP: Editora Espírita Correio Fraterno do ABC, 1995. 101p.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

CORRENTEZA DE LUZ - JOSÉ RAUL TEIXEIRA / CAMILO


Nos dias difíceis em que vivemos, quando o peso dos problemas ameaça-nos esmagar, vale a pena dedicarmos alguns instantes para a leitura e para a meditação, buscando inspirações para o nosso dia-a-dia.
Nesse sentido, uma excelente sugestão é a obra Correnteza de Luz, do Espírito Camilo, psicografada pelo médium José Raul Teixeira. Sua primeira edição data de 1991, publicada pela Editora Fráter. Escrita primorosamente, numa linguagem irreprochável, apresenta elevados esclarecimentos sobre múltiplas questões da nossa vida sob o ângulo do Espiritismo.
Refletindo sobre temas extraídos de O Livro dos Espíritos e de O Livro dos Médiuns, enfoca de modo muito especial as inter-relações entre o mundo material e o mundo espiritual.
Os três primeiros capítulos da obra, por exemplo, constituem um pequeno mas aprofundado estudo sobre o perispírito, raramente encontrado em outro lugar, ao menos da forma como ali está exposto.
Quem se interessa pelo temática mediúnica não pode deixar de lê-la, pois encerra preciosos apontamentos sobre a sua natureza, desenvolvimento, modo de exercer, finalidade, etc.
Num tempo em que a literatura espírita ganha em quantidade e perde em qualidade, há que se selecionar boas obras, Correnteza de Luz é uma delas!
Eis alguns excertos:
I - “Na área da irradiação, energias emitidas pela alma, sempre ativa, expandem-se em determinada região que a circunscreve, sofrendo a sua natural influência, mais ou menos ampla, de conformidade com o nível de desenvolvimento intelectual e moral dessa Inteligência. É graças à sua plasticidade, entretanto, que o corpo perispiritual logra ter modificadas as suas formas externas, consoante a ação do psiquismo da Entidade Espiritual. Convertem-se em figuras dantescas, mesmo irracionais, na hipantropia, na licantropia, ou noutra qualquer expressão zoantrópica, dentro dos estados da mente enferma e culpada, grotesca, liberada do corpo somático.” (Correnteza de Luz, p.22).
II - “Ilumina o teu entendimento com a luz de amadurecidas meditações, a fim de que o teu conhecimento das questões da alma não se perca nas superficialidades que geram insegurança.” (Correnteza de Luz, p.48).
III - “Nos dias que se derrama sobre a Terra a bênção do Consolador, que representa Jesus de retorno ao convívio humano, insuflando-nos bom ânimo, esperança, coragem para encetar a marcha renovadora, evocamos a figura do Guia Israelita, para concluir que, também na atualidade, carece o exercício mediúnico da disciplina, que norteia; do respeito, que valoriza; dos dedicados estudos, que geram entendimento; das meditações elevadas, que equilibram, a fim de que se consigam frutos sazonados da árvore da mediunidade.” (Correnteza de Luz, p.59).
IV - “Muitos são os que procuram informações quanto aos modos pelos quais se poderá melhor desenvolver a mediunidade, ou educá-la, para servirem com maior proveito. É necessário se entenda, nesse caso, que à medida que o indivíduo com deveres mediúnicos se renova e se amplia, como criatura humana, quanto mais se aprimora como ser, mais conhecendo, mais amando, mais sentindo e sendo melhor pessoa, obviamente suas características mediúnicas, sejam quais forem, igualmente se desenvolverão.” (Correnteza de Luz, p.71).
V - “Se pensas, pois, em servir na Vinha do Cristo, na faixa do intercâmbio com o Além, afervora-te às necessárias disciplinas, com espontaneidade e lucidez, a fim de O encontrares em cada atividade, ainda que isso te custe abandono, incompreensão ou lágrimas, certo de que mais te valerão o clima da consciência iluminada e a alma prenhe de bênçãos.” (Correnteza de Luz, p.106).
VI - “Cumpre estudar sempre mais, meditar cada vez mais para conseguir captar sutilezas e servir melhor.” (Correnteza de Luz, p.130).
VII - “Eminentes energias são dinamizadas pelo empenho da oração. Essa maneira de intercambiar com os Poderes Superiores da Vida coloca a criatura em condições de, ao dirigir o pensamento às Alturas, tornar-se receptáculo das fulgurantes bênçãos que jorram do Infinito em cascatas felizes.” (Correnteza de Luz, p.151).
VIII - “O Espiritismo, na sua feição de doutrina da razão, convida àqueles que se aproximam dos seus circuitos ou que mourejam em seus campos, a um mergulho no oceano dos pensamentos superiores, que são expressos com nobreza de forma e elegância vocabular, valorizando a todos quantos apreciam o próprio crescimento.” (Correnteza de Luz, p.188).

sábado, 10 de abril de 2010

O SR. HOME E ALLAN KARDEC



Foi na década de 50 do século XIX que Allan Kardec passou a se interessar pelos fenômenos espíritas. Cético, num primeiro momento, cedeu aos apelos de um velho amigo para assistir a uma sessão em que aqueles fenômenos se verificavam. Viu neles algo de sério. Desde então, observou, estudou e analisou aprofundadamente tais fenômenos. Deste labor nasceu o Espiritismo.
Interessado em todo tipo de manifestações que evidenciasse a intervenção do Mundo Espiritual, teve a sua atenção atraída para Daniel Dunglas Home, talvez o mais extraordinário médium do século XIX. Em sua presença ocorriam impressionantes fenômenos, classificados por Kardec de efeitos físicos, como por exemplo a movimentação de objetos, suspensão de corpos no ar sem nenhum ponto de apoio, materializações, etc.
Numa das vezes que o médium esteve em Paris, provavelmente em 1855, Allan Kardec teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e testemunhar as surpreendentes manifestações que tornaram o Sr. Home tão famoso. Nessa ocasião, além de presenciar a materialização de mãos invisíveis, podendo tocá-las e sentí-las, assistiu a um episódio de levitação, em que o médium foi elevado a mais de dois metros acima do solo, podendo-se inclusive caminhar embaixo dele.
Estudando a mediunidade do Sr. Home e acompanhando-lhe a trajetória, Allan Kardec publicou três artigos sobre ele na Revista Espírita, que saíram nos meses de fevereiro, março e abril de 1858. Desses artigos destacamos alguns excertos a fim de fazermos um rápido exame.
Escreve Kardec que:
“O Sr. Home é um médium do gênero dos que produzem manifestações ostensivas, sem, por isso, excluir as comunicações inteligentes; contudo, as suas predisposições naturais lhe dão para as primeiras uma aptidão mais especial. Sob sua influência, ouvem-se os mais estranhos ruídos, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, levantam-se, transportam-se de um lugar a outro no espaço, instrumentos de música produzem sons melodiosos, seres do mundo extracorpóreo aparecem, falam, escrevem e, freqüentemente, vos abraçam até causar dor. Na presença de testemunhas oculares, muitas vezes ele mesmo se viu elevado no ar, sem qualquer apoio e a vários metros de altura1”.
Segundo as observações de Kardec o médium demonstra em suas faculdades um pendor especial para os fenômenos de efeitos físicos, que implicam na manifestação dos Espíritos mediante sinais materiais, tais como batidas, movimentação de objetos, transporte de corpos de um lugar para outro, etc. Todos que participavam das sessões protagonizadas pelo Sr. Home saíam fortemente impressionados pelo que viam e ouviam, convencendo-se da continuidade da vida após a morte e da comunicação com os Espíritos.
A notoriedade alcançada pelo Sr. Home, não passou desapercebida pela curiosidade da aristocracia da época, que passou a cortejá-lo. Na presença de Napoleão III, na França, e do Czar Alexandre, na Rússia, ocorreram as mais interessantes manifestações espirituais, levando-os a se certificarem da realidade das mesmas, através das quais puderam reatar relações com entes queridos já mortos. O médium conquistou-lhes a mais sincera afeição.
A faculdade mediúnica do Sr. Home era, por assim dizer, congênita, isto é, nasceu com ele, pois desde a infância os seus efeitos se patenteiam. Conforme afirma Kardec:
“(...) Com a idade de seis meses, seu berço se balançava sozinho, na ausência da ama de leite, e mudava de lugar. Em seus primeiros anos ele era tão débil que mal podia se sustentar; sentado sobre um tapete, os brinquedos que não podia alcançar deslocavam-se por si mesmos e vinham pôr-se ao alcance de suas mãos. Aos três anos teve suas primeiras visões, não lhes conservando, porém, a lembrança. Tinha nove anos quando sua família fixou-se nos Estados Unidos; ali, os mesmos fenômenos continuaram com intensidade crescente, à medida que avançava em idade, embora sua reputação como médium não se tenha estabelecido senão em 1850, época em que as manifestações espíritas começaram a popularizar-se naquele país2”.
Constata-se, pelo exposto acima, que o Sr. Home, como a maioria dos demais médiuns, vieram para a Terra a fim de cumprir uma missão específica no terreno das coisas espirituais, uns de forma mais destacada, outros nem tanto. O Sr. Home, que viveu entre 1833 e 1886, cumpriu, sem dúvida alguma, importante mediunato, ou seja, uma missão mediúnica, que foi certamente programada de forma prévia no Mundo Espiritual e que ele desempenhou da melhor maneira que conseguiu.
Vale lembrar que a mediunidade do Sr. Home foi estudada meticulosamente por muitos cientistas da época, entre eles o Sr. William Croockes, que publicamente confirmou a autenticidade dos fenômenos por ele examinados.
O mais importante, contudo, é a confirmação da imortalidade, a certeza de que depois da morte o indivíduo segue vivo tal qual era... Esta confirmação decorre justamente das manifestações mediúnicas, nas quais a comunicabilidade com os Espíritos constitui fato seguro e bem estabelecido.
Em relação a imortalidade, a conservação da individualidade depois da morte e a comunicabilidade com os Espíritos, Allan Kardec narra dois episódios muito interessantes, recebidos de correspondentes amigos:
“(…) Na casa de um de nossos amigos, que havia perdido um filho de tenra idade, é a mão de um recém-nascido que aparece; todos a podem ver e tocar; essa criança acomoda-se no colo da mãe, que sente distintamente a impressão de todo o seu corpo sobre os joelhos3”.
Será que podemos imaginar a emoção sentida pela mãe ao ter sobre o colo novamente vivo o filhinho que estava morto?! Por certo uma mãe não se equivoca ante a presença ou não do filho, estando ele visível ou invisível.
O outro episódio, narrado por Kardec, é o que segue:
“Um outro gênero de manifestações não menos notável, mas que se explica pelo que acabamos de dizer, é o dos instrumentos de música que tocam sozinhos. Em geral são pianos ou acordeões. Nessas circunstâncias, vê-se distintamente as teclas se agitarem e o fole mover-se. A mão que toca ora é visível, ora invisível; a ária que se ouve pode ser conhecida e executada a pedido de alguém. Se o artista invisível é deixado à vontade, produz acordes harmoniosos, cujo efeito lembra a vaga e suave melodia da harpa eólica. Na residência de um de nossos assinantes, onde tais fenômenos se produziram muitas vezes, o Espírito que assim se manifestava era o de um rapaz, falecido há algum tempo, amigo da família e que, quando vivo, possuía notável talento como músico; a natureza das árias que preferia tocar não deixava nenhuma dúvida quanto à sua identidade às pessoas que o haviam conhecido4”.
O Espírito de um rapaz, que havia desencarnado há pouco tempo, dava mostras da sua sobrevivência após a morte e da conservação das suas características pessoais, vindo a ser identificado e reconhecido pelas músicas que executou através da mediunidade do Sr. Home e que foram executadas da mesma forma que o eram quando estava encarnado. Entre os presentes, que tinham conhecido o rapaz em vida e privaram da sua intimidade, não restou nenhuma dúvida quanto a identidade do Espírito que se manifestava.
Daniel Dunglas Home teve um ministério mediúnico de aproximadamente trinta anos, ao longo dos quais angariou simpatias e antipatias, recebeu incentivos e críticas, provocou certezas e dúvidas. O dia em que a História da Humanidade for reescrita certamente se fará melhor juízo à seu respeito, compreendendo-se os grandes embates que travou para vivenciar a sua mediunidade, enfrentando tabus, preconceitos e toda a ignorância de uma época em relação às coisas espirituais.
Encerramos com a seguinte afirmação de Allan Kardec:
“(…) Sua missão estava traçada; deveria distinguir-se entre aqueles que a Providência escolheu para revelar-nos, por meio de sinais patentes, o poder que domina todas as grandezas humanas5”. 

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1KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.103-104.
2KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.104.
3KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.189.
4KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.190.
5KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.105..

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