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"Eu sou o Colombo da minha alma e diariamente descubro nela novas regiões." | Gibran Khalil Gibran.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O QUE É O FENÔMENO MEDIÚNICO - HERMÍNIO C. MIRANDA



A mediunidade é uma faculdade que permite o intercâmbio entre os indivíduos que estão em diferentes dimensões da Vida, notadamente entre os Espíritos encarnados e os Espíritos desencarnados, sendo comum a todo o ser humano. Essa faculdade é conhecida sobretudo pelos seus efeitos, pelas suas manifestações.
A obra “O que é o fenômeno mediúnico”, do pesquisador, escritor e conferencista Hermínio C. Miranda, trata da faculdade mediúnica do ponto de vista fenomênico, isto é, do modo como ela se dá a conhecer. Definindo “fenômeno” como tudo aquilo que acontece e pode ser observado, o autor contextualiza a mediunidade no processo histórico, principalmente na “(...) dinâmica da história das religiões, dos povos e dos seres humanos” (MIRANDA, 1995, p.8).
Embora se destine àqueles que desejam tomar um primeiro contato com a temática mediúnica, a obra não pode deixar de ser lida pelos coordenadores e dirigentes de grupos de estudos e de trabalhos mediúnicos, por apresentar uma exposição clara, abrangente e sistemática da matéria.
O autor destaca a importância do fenômeno mediúnico em todos os aspectos da vida social e psicológica, inclusive no cenário político, indicando vários fatos que atestam a influência espiritual através da mediunidade em fatos marcantes da história. Um desse fatos, relatados na obra, remete às famosas sessões espíritas realizadas na Casa Branca (EUA), durante o mandato do presidente Abraham Lincoln, que recebeu importantes orientações vindas do Mundo Espiritual através da médium Nettie Colburn Maynard. As orientações referiam-se, entre outras coisas, a estratégias que o presidente deveria adotar durante a Guerra de Secessão, objetivando manter a unidade territorial do país.
A obra também expõe um panorama das pesquisas sobre a mediunidade e explora os seus encaixes com a parapsicologia.
Hermínio C. Miranda consegue tanto introduzir o tema quanto aprofundá-lo.
Segue abaixo o item que encerra a obra:
41. REALIDADE IGNORADA
Como dizia Moisés, quem nos dera que toda a gente exercesse (com critério e seriedade) suas faculdades mediúnicas! Lamentável que não haja uma Nettie Colburn Maynard para cada presidente, rei ou rainha neste mundo.
O problema é que precisaríamos ter também um Presidente Lincoln em cada um desses postos de comando político-social, com grandeza suficiente e humildade bastante para ouvir com atenção e senso crítico a palavra franca, positiva e sábia de um espírito desencarnado de alto nível evolutivo. Não para ditar ordens, mas para trocar idéias e expor alternativas.
Destacamos a condição crítica porque, sem um critério seletivo rigoroso, sem uma crítica atenta ao que nos vem dos espíritos, podemos ficar envolvidos em fatais mistificações ou influenciados a colocar em ação planos tenebrosos de dominação e opressão, como Hitler e seus comparsas encarnados e desencarnados.
Aconselhado pelos Espíritos, Lincoln preservou a integridade de seu país e apressou a libertação dos nossos irmãos de pele negra, proporcionando-lhes 'status' de seres humanos, tão dignos como qualquer outro, seja qual for a cor de sua pele. Dirigentes convictos dessa realidade estariam hoje em condições de preservar a integridade do planeta em que vivemos, onde há espaço físico e mental para que todos vivam em paz e em harmonia com as leis divinas, que tudo ordenam e sustentam, desde os incertos movimentos de uma simples ameba em busca de alimento, até ao esplendor das galáxias pousadas como ninhos imensos de luz na amplidão cósmica do infinito.
O fenômeno mediúnico foi, é, e continuará sendo o instrumento, o veículo dessa realidade, que teima em apresentar-se aos olhos da humanidade que, por sua vez, teima obstinadamente em ignorá-la.
Essa é a grande tragédia da história moderna. Os artefatos nucleares e a as tensões internacionais, sob as quais vivemos esta hora de graves expectativas são dramáticas consequências da ignorância dos que deveriam saber, mas não têm a humildade necessária e suficiente para aprender com urgência o que precisavam saber.
É claro que o fenômeno mediúnico por si mesmo não poderia salvar a nossa civilização enferma e febril, nem estou advogando aqui que se entregue o governo do mundo aos espíritos, porque cabe a cada um de nós o direito e o dever de tomar decisões e responder por elas, mas a aceitação plena da realidade de que o fenômeno tem dado repetido testemunho, mudaria radicalmente o rumo da História.
Essa a grande esperança, enquanto é dia. Rezemos para que haja tempo suficiente para que isso aconteça.” (MIRANDA, 1995, p.95-97).

Referência:

MIRANDA, Hermínio Correa. O que é o fenômeno mediúnico. 3.ed. São Bernardo do Campo, SP: Editora Espírita Correio Fraterno do ABC, 1995. 101p.

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