Pensamento...

"Eu sou o Colombo da minha alma e diariamente descubro nela novas regiões." | Gibran Khalil Gibran.

Buscadores espirituais...


 

terça-feira, 13 de abril de 2010

UM DIA COM O MESTRE - PARTE I



I – O Mestre esclarece o que somos

Aquele era um dia muito especial. Era uma manhã diferente de todas as outras manhãs!
Os discípulos privariam da presença do seu amado Mestre.
A expectativa era tamanha que todos achavam-se em verdadeira festa íntima, em indescritível receptividade.
Na hora combinada, chegou o Mestre. Vestia sua tradicional túnica branca. Trazia os cabelos longos e ondulados como de praxe. Calçava humildes sandálias.
Esboçando leve sorriso, cumprimentou a todos, desejando bem-estar e paz.
Parecia o próprio sol.
Sua presença transfigurava-se em diáfanas claridades e dominava a todos pela força incoercível do seu magnetismo superior.
Lançando o olhar sobre a grande multidão, perscrutava o mundo íntimo de cada um que estava ali presente.
Fez uma prece, pedindo amparo e inspiração, e, em seguida, se predispôs a responder as perguntas de seus seguidores.
Não demorou muito, Nataniel lhe questionou:
- Mestre Querido, esclarece-nos acerca da nossa identidade, dize-nos, afinal, quem somos?
Respondeu o Mestre com a sua natural solicitude:
- Todas as religiões vos ensinam, inclusive a vossa, que sois um Espírito, sopro saído da Divindade, destinado a suprema glória.
- Mas como? - continuou Nataniel – Não somos, então, o nosso corpo?
- Evidente que não! - respondeu o Mestre – Vosso corpo é apenas uma pálida veste do vosso Espírito glorioso. Vosso corpo nasce, vive e morre. É transitório. O vosso Espírito não. Ele é imortal. É perene. Portanto, vós não sois estes corpos de carne, vasos frágeis, sujeitos a toda sorte de vicissitudes... Em verdade vos digo, vós sois Espíritos!
Perguntou ainda Nataniel:
- O corpo vemos e apalpamos, é fácil identificá-lo e percebê-lo. Mas o Espírito de que nos falais, como é? Qual a sua forma? Com o que se parece?
- Ah! Meus queridos – exclamou o Mestre – Quanta dificuldade em compreender coisas tão simples?! O Espírito não possui forma definida, pois trata-se de uma centelha, uma fagulha, uma chama. Nele repousa vossa identidade, vossa memória, cada uma das vossas lembranças, vossos desejos e sonhos, vossos sentimentos e emoções, vossos potenciais...
- No entanto, – interrompeu bruscamente Nataniel – custa-nos entender algo que não possua uma forma que possamos ao menos vislumbrar.
Esclareceu o Mestre:
- O vosso Espírito, em si mesmo, não possui forma alguma, ao menos uma que possais compreender. Todavia, reveste-o uma substância sutil, servindo-lhe de corpo espiritual, que é idêntico ao corpo de carne. Em verdade, o corpo físico constitui a sua cópia exata. Este corpo espiritual, assim, representa o ponto de ligação entre o Espírito e o corpo de carne, de modo que o que ocorre num reflete-se no outro por seu intermédio.
- Mestre, ainda uma dúvida! - pronunciou Nataniel – Se somos imortais, como dizeis, quando morre o corpo de carne, morre junto o corpo do Espírito?
Disse-lhe o Mestre com carinho:
- Nataniel, Nataniel! Abri a vossa mente ao entendimento das nobres verdades! Quando morre o corpo de carne, o corpo espiritual segue existindo como veículo do Espírito, sendo essencial para a sua manifestação nas novas realidades em que passará a se expressar.
- Mestre, perdoai minha ignorância, permita-me fazer uma última pergunta – falou Nataniel. – O que é que liga o corpo espiritual ao corpo de carne?
Afirmou o Mestre com docilidade:
- Nataniel, Nataniel! Aplicai-vos mais no estudo das Sagradas Escrituras, pois ali acham-se as repostas para todos os por quês, ainda que de forma emblemática. Os textos antigos já falavam do cordão de prata, que é um laço sutil e tênue que faz a ligação a que te referes. Desde a concepção, este cordão já existe prendendo o Espírito ao corpo de carne. Ele perdura durante toda a permanência do Espírito no corpo de carne. Somente se desfaz, quando o corpo de carne morre, devolvendo ao Espírito a sua liberdade.
Nataniel, sem ficar constrangido, agradeceu ao Mestre as palavras simples que lhe iluminaram o íntimo.
E o Mestre, como que resumindo o que até então havia exposto, sentenciou:
- Vós sois todos Espíritos Imortais, não vos enganeis! A parte essencial do vosso ser é a espiritual. Preexiste e sobrevive ao corpo de carne. É a herdeira de todas as vossas realizações e conquistas. Leva consigo a pobreza ou a riqueza que amealhastes na vida terrena, consistindo no modo como vivestes entre os vossos semelhantes. Vos digo isto para que modifiqueis vosso comportamento enquanto ainda há tempo. Muitos de vós conheceis a Lei Divina, mas poucos a têm praticado em seu dia-a-dia. O conhecimento que vos trago, sobre a vossa condição de imortalidade, é suficiente para que procureis tornar-vos melhor... Bem-aventurados são aqueles que compreendem estas minhas palavras e as vivenciam até as suas últimas consequências, pois o seu futuro será de alegrias e glórias!
A multidão manteve-se em silêncio, meditando na profundidade da lição recebida.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SENHOR!



Pai Querido,
Ouve o apelo sentido
Que se eleva do meu coração!

Estende-me, pois, os teus braços,
Sustentando cada um dos meus passos
No caminho por onde vou...

Jamais me deixes sozinho,
Muito menos, órfão de carinho,
Cuidado, amparo e atenção.

Acompanhando-me de perto,
Trago o meu peito aberto
Para receber-te aonde estou.

Olvida as minhas torpezas,
Apiada-te das minhas fraquezas,
Tende para comigo, comiseração.

Endereça-me o teu olhar,
Lembrando sempre de me amar,
Assim mesmo, do jeito que sou!

sábado, 10 de abril de 2010

O SR. HOME E ALLAN KARDEC



Foi na década de 50 do século XIX que Allan Kardec passou a se interessar pelos fenômenos espíritas. Cético, num primeiro momento, cedeu aos apelos de um velho amigo para assistir a uma sessão em que aqueles fenômenos se verificavam. Viu neles algo de sério. Desde então, observou, estudou e analisou aprofundadamente tais fenômenos. Deste labor nasceu o Espiritismo.
Interessado em todo tipo de manifestações que evidenciasse a intervenção do Mundo Espiritual, teve a sua atenção atraída para Daniel Dunglas Home, talvez o mais extraordinário médium do século XIX. Em sua presença ocorriam impressionantes fenômenos, classificados por Kardec de efeitos físicos, como por exemplo a movimentação de objetos, suspensão de corpos no ar sem nenhum ponto de apoio, materializações, etc.
Numa das vezes que o médium esteve em Paris, provavelmente em 1855, Allan Kardec teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e testemunhar as surpreendentes manifestações que tornaram o Sr. Home tão famoso. Nessa ocasião, além de presenciar a materialização de mãos invisíveis, podendo tocá-las e sentí-las, assistiu a um episódio de levitação, em que o médium foi elevado a mais de dois metros acima do solo, podendo-se inclusive caminhar embaixo dele.
Estudando a mediunidade do Sr. Home e acompanhando-lhe a trajetória, Allan Kardec publicou três artigos sobre ele na Revista Espírita, que saíram nos meses de fevereiro, março e abril de 1858. Desses artigos destacamos alguns excertos a fim de fazermos um rápido exame.
Escreve Kardec que:
“O Sr. Home é um médium do gênero dos que produzem manifestações ostensivas, sem, por isso, excluir as comunicações inteligentes; contudo, as suas predisposições naturais lhe dão para as primeiras uma aptidão mais especial. Sob sua influência, ouvem-se os mais estranhos ruídos, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, levantam-se, transportam-se de um lugar a outro no espaço, instrumentos de música produzem sons melodiosos, seres do mundo extracorpóreo aparecem, falam, escrevem e, freqüentemente, vos abraçam até causar dor. Na presença de testemunhas oculares, muitas vezes ele mesmo se viu elevado no ar, sem qualquer apoio e a vários metros de altura1”.
Segundo as observações de Kardec o médium demonstra em suas faculdades um pendor especial para os fenômenos de efeitos físicos, que implicam na manifestação dos Espíritos mediante sinais materiais, tais como batidas, movimentação de objetos, transporte de corpos de um lugar para outro, etc. Todos que participavam das sessões protagonizadas pelo Sr. Home saíam fortemente impressionados pelo que viam e ouviam, convencendo-se da continuidade da vida após a morte e da comunicação com os Espíritos.
A notoriedade alcançada pelo Sr. Home, não passou desapercebida pela curiosidade da aristocracia da época, que passou a cortejá-lo. Na presença de Napoleão III, na França, e do Czar Alexandre, na Rússia, ocorreram as mais interessantes manifestações espirituais, levando-os a se certificarem da realidade das mesmas, através das quais puderam reatar relações com entes queridos já mortos. O médium conquistou-lhes a mais sincera afeição.
A faculdade mediúnica do Sr. Home era, por assim dizer, congênita, isto é, nasceu com ele, pois desde a infância os seus efeitos se patenteiam. Conforme afirma Kardec:
“(...) Com a idade de seis meses, seu berço se balançava sozinho, na ausência da ama de leite, e mudava de lugar. Em seus primeiros anos ele era tão débil que mal podia se sustentar; sentado sobre um tapete, os brinquedos que não podia alcançar deslocavam-se por si mesmos e vinham pôr-se ao alcance de suas mãos. Aos três anos teve suas primeiras visões, não lhes conservando, porém, a lembrança. Tinha nove anos quando sua família fixou-se nos Estados Unidos; ali, os mesmos fenômenos continuaram com intensidade crescente, à medida que avançava em idade, embora sua reputação como médium não se tenha estabelecido senão em 1850, época em que as manifestações espíritas começaram a popularizar-se naquele país2”.
Constata-se, pelo exposto acima, que o Sr. Home, como a maioria dos demais médiuns, vieram para a Terra a fim de cumprir uma missão específica no terreno das coisas espirituais, uns de forma mais destacada, outros nem tanto. O Sr. Home, que viveu entre 1833 e 1886, cumpriu, sem dúvida alguma, importante mediunato, ou seja, uma missão mediúnica, que foi certamente programada de forma prévia no Mundo Espiritual e que ele desempenhou da melhor maneira que conseguiu.
Vale lembrar que a mediunidade do Sr. Home foi estudada meticulosamente por muitos cientistas da época, entre eles o Sr. William Croockes, que publicamente confirmou a autenticidade dos fenômenos por ele examinados.
O mais importante, contudo, é a confirmação da imortalidade, a certeza de que depois da morte o indivíduo segue vivo tal qual era... Esta confirmação decorre justamente das manifestações mediúnicas, nas quais a comunicabilidade com os Espíritos constitui fato seguro e bem estabelecido.
Em relação a imortalidade, a conservação da individualidade depois da morte e a comunicabilidade com os Espíritos, Allan Kardec narra dois episódios muito interessantes, recebidos de correspondentes amigos:
“(…) Na casa de um de nossos amigos, que havia perdido um filho de tenra idade, é a mão de um recém-nascido que aparece; todos a podem ver e tocar; essa criança acomoda-se no colo da mãe, que sente distintamente a impressão de todo o seu corpo sobre os joelhos3”.
Será que podemos imaginar a emoção sentida pela mãe ao ter sobre o colo novamente vivo o filhinho que estava morto?! Por certo uma mãe não se equivoca ante a presença ou não do filho, estando ele visível ou invisível.
O outro episódio, narrado por Kardec, é o que segue:
“Um outro gênero de manifestações não menos notável, mas que se explica pelo que acabamos de dizer, é o dos instrumentos de música que tocam sozinhos. Em geral são pianos ou acordeões. Nessas circunstâncias, vê-se distintamente as teclas se agitarem e o fole mover-se. A mão que toca ora é visível, ora invisível; a ária que se ouve pode ser conhecida e executada a pedido de alguém. Se o artista invisível é deixado à vontade, produz acordes harmoniosos, cujo efeito lembra a vaga e suave melodia da harpa eólica. Na residência de um de nossos assinantes, onde tais fenômenos se produziram muitas vezes, o Espírito que assim se manifestava era o de um rapaz, falecido há algum tempo, amigo da família e que, quando vivo, possuía notável talento como músico; a natureza das árias que preferia tocar não deixava nenhuma dúvida quanto à sua identidade às pessoas que o haviam conhecido4”.
O Espírito de um rapaz, que havia desencarnado há pouco tempo, dava mostras da sua sobrevivência após a morte e da conservação das suas características pessoais, vindo a ser identificado e reconhecido pelas músicas que executou através da mediunidade do Sr. Home e que foram executadas da mesma forma que o eram quando estava encarnado. Entre os presentes, que tinham conhecido o rapaz em vida e privaram da sua intimidade, não restou nenhuma dúvida quanto a identidade do Espírito que se manifestava.
Daniel Dunglas Home teve um ministério mediúnico de aproximadamente trinta anos, ao longo dos quais angariou simpatias e antipatias, recebeu incentivos e críticas, provocou certezas e dúvidas. O dia em que a História da Humanidade for reescrita certamente se fará melhor juízo à seu respeito, compreendendo-se os grandes embates que travou para vivenciar a sua mediunidade, enfrentando tabus, preconceitos e toda a ignorância de uma época em relação às coisas espirituais.
Encerramos com a seguinte afirmação de Allan Kardec:
“(…) Sua missão estava traçada; deveria distinguir-se entre aqueles que a Providência escolheu para revelar-nos, por meio de sinais patentes, o poder que domina todas as grandezas humanas5”. 

___________________________________________
1KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.103-104.
2KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.104.
3KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.189.
4KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.190.
5KARDEC, ALLAN. Revista Espírita - Ano 1858. 1.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. p.105..

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A MEDIUNIDADE DE MANUELA


Segunda-feira, fim de tarde,
Acalmando suas emoções,
Discretamente, sem alarde,
Manuela realizava orações.

Era assim que se preparava
Para as sessões semanais,
Mediante as quais educava
Suas faculdades espirituais.

Desde muito cedo,
Ainda na infância,
Com receio e medo,
Enxerga Constância!

Avó materna de Manuela,
Há alguns anos falecida,
Agora aparecia para ela
Do jeito que era em vida.

Manuela logo se acostuma
Com a nova companhia,
Que se tornou ininterrupta,
Dia e noite, noite e dia.

Constância fora designada,
Pelo Mundo Espiritual,
Como protetora extremada
Daquela menina especial.

Nem atingira a maturidade,
E já estava no serviço,
Exercitando a mediunidade,
Elevado compromisso!

Funcionava como medianeira
Entre os homens e os Espíritos,
Trabalhando sem canseira
Em prol de todos os aflitos.

E, naquela tarde de segunda,
Quando se aprontava pra sair,
Sentiu uma solidão profunda,
E vontade enorme de desistir.

Então, reaparece Constância,
Cheia de amor, carinho e luz,
Chamando-lhe a observância
Da mediunidade com Jesus!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CHICO XAVIER - O HOMEM INTEGRAL




Na questão 625 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec faz a seguinte interrogação: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?”A qual os Benfeitores Espirituais respondem da seguinte forma: “Jesus”. Esta é a resposta mais curta de todo o livro, no entanto, talvez seja uma das mais significativas.
Inspirada nessa questão, Joanna de Ângelis elaborou o conceito de Homem Integral, referindo-se ao indivíduo amadurecido espiritualmente, isto é, que já conduziu as suas potencialidades a um estado de plenitude, de completo desenvolvimento. Nesse sentido, o melhor paradigma é, sem sombra de dúvidas, Jesus.
Para Joanna de Ângelis e os demais Espíritos Superiores, cada um de nós pode e deve se esforçar para atingir a condição de plenitude simbolizada por Jesus, respeitando, evidentemente, os limites pessoais, que assinalam na individualidade o momento evolutivo em que a mesma se encontra. A proposta não é tornar-se Jesus, é adotá-lo como parâmetro para nossa existência, considerando os seus ensinos e exemplos.
Ao longo do século XX, que foi um dos mais conturbados da História, um grande número de pessoas demonstrou a viabilidade de se viver de acordo com o ideal evangélico, caracterizado pelo amor, pela doação, pela entrega de si mesmo ao outro, pelo desprendimento... Uma dessas pessoas, inegavelmente, foi Chico Xavier.
Suportando a pobreza, a orfandade, maus-tratos em sua infância, ataques e acusações indébitas, sofrimentos ao longo de toda a vida, Chico Xavier demonstrou que, mesmo nas circunstâncias mais adversas, é possível apresentar um comportamento superior, identificado com a psicologia presente no Evangelho. Soube perdoar, servir e amar de forma surpreendente...
O maior fenômeno em Chico Xavier, não foi a sua mediunidade, mas a capacidade que teve de materializar em sua vida as diretrizes centrais do Evangelho.
Num mundo tomado pelo ódio, como conceber um homem que tenha sido capaz de amar tanto como ele amou?!
Num mundo dividido pela guerra, como explicar um homem que abraçou a bandeira da paz, vivendo-a no seu dia-a-dia, nas relações com os demais?!
Num mundo esmagado pelo egoísmo, como entender um homem que abriu mão de si mesmo para doar-se por completo aos seus semelhantes?!
Num mundo onde predomina a maldade, como decifrar um homem que manteve a fidelidade ao bem?!
Num mundo em que imperam as paixões mais diversas, como compreender um homem indene a qualquer viciação, ostentando as mais nobres virtudes?!
Eis o grande fenômeno de Chico Xavier....
Viver em nossos dias, tão difíceis para todos, do mesmo modo que Jesus viveu!
As faculdades psíquicas e mediúnicas de Chico Xavier, sem contradita, foram notáveis pelo número e grau em que se manifestaram. Todavia, elas acabam obscurecendo o seu exemplo evangélico, o tipo de homem que ele foi, que é o que deveria chamar a atenção de todos nós.
Assim como muitos procuram no Espiritismo apenas os fenômenos, muitos vêem em Chico Xavier apenas o médium, não considerando a mensagem profunda que a sua vida encerra.
Este ano, ao se comemorar o primeiro centenário do seu nascimento, todos estão conhecendo o fenômeno Chico Xavier, o homem que via e falava com os mortos, ignorando, porém, o homem por trás do fenômeno.
Em Chico Xavier, como em outras pessoas da atualidade, cabe perfeitamente o conceito proposto por Joanna de Ângelis, o Homem Integral, pois ao desenvolver os seus valores íntimos, colocou-os à serviço dos semelhantes, tornando-se um protótipo do homem de amanhã.
Que um dia, lá no distante futuro, possamos ser ao menos um pouquinho parecidos com o que Chico Xavier foi...

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