Pensamento...

"Eu sou o Colombo da minha alma e diariamente descubro nela novas regiões." | Gibran Khalil Gibran.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

DIANTE DA CULPA...


“Mesmo se a culpa te infama,

Abraça o bem por crisol.

Embora algemado à lama

O lírio perfuma o sol[1].”


Virgílio Brandão

Nas vivências diárias, em razão da imprudência que ainda nos caracteriza a imaturidade psicológica, é muito comum termos algum pensamento menos feliz, dizermos desavisadamente algo que fira ou melindre a outrem, sermos indelicados no trato com o semelhante, gerenciar mal os relacionamentos, extravasar as paixões, manifestar comportamentos indevidos...
Na maioria das vezes, ato contínuo ao erro ou gravame em que incorremos, damo-nos conta de que não procedemos adequadamente, instalando-se em nosso íntimo um sentimento desagradável, que nos constrange frente ao sucedido, gerando grande inquietude. Este sentimento é a culpa.
Variando em número e grau, o sentimento de culpa pode resultar em pequenos conflitos ou em grandes dramas, muitas vezes transcendendo os limites de espaço e tempo da vida atual, com raízes que se aprofundam em numerosas existências passadas e que se projetam na direção das existências futuras.
Podemos, a rigor, classificar o sentimento de culpa em dois tipos: o primeiro seria decorrente de uma ação intempestiva, na qual não havia a intenção de causar nenhum prejuízo, embora implicando em dano para alguém. É, por exemplo, quando falamos algo no calor de uma conversa que acaba magoando o interlocutor, as vezes uma pessoa muito querida para nós. O segundo tipo, por sua vez, resultaria de uma ação planejada, na qual fica claro o propósito de prejudicar alguém. São os ódios materializados, as vinganças levadas à cabo, as agressões... No primeiro tipo o sentimento de culpa surge quase que de imediato ao fato sucedido, enquanto que no segundo é frequentemente muito tardio.
Independente da gravidade da ação equivocada, quando o sentimento de culpa se manifesta traz consigo uma sensação estranha, difícil de explicar, da qual queremos nos livrar do modo mais rápido possível. Aí é que mora o perigo, pois na ânsia de nos livrarmos da culpa acabamos nos tornando reféns dos chamados mecanismos de defesa do ego.
Alguns passam a projetar a sua culpa entre aqueles com quem dividem a intimidade; outros a reprimem, não querendo admiti-la; inúmeros a racionalizam, na tentativa de justificá-la, mesmo que com motivos desarrazoados; muitos, ainda, se escoram na negativa, fingindo para si mesmos que não há nada de errado, que tudo está bem...
Semelhantes atitudes são alternativas falsas, pois buscam camuflar ou escapar ao problema sem, entretanto, resolvê-lo. O sentimento de culpa segue presente...
Diante de algum erro e do sentimento de culpa que o acompanha, Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, explica que “arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências[2]”.
Depreende-se, desta explicação, que a libertação do sentimento de culpa só se efetivará se atendidos os seguintes pré-requisitos: reconhecer o erro e arrepender-se; encarar o erro de frente e suportar as suas inevitáveis consequências; buscar repará-lo de alguma maneira. Arrependimento, expiação e reparação...
A quadrinha que encabeça esta reflexão, psicografada pelo médium Waldo Vieira, assinada pelo Espírito Virgílio Brandão, poeta cearense que viveu entre 1885 e 1943, sugere apropriadamente qual deve ser a nossa posição ante à culpa. Em harmonia com a proposta kardeciana, ela propõe que, sem desconsiderar nem supervalorizar a culpa, nos fixemos nas tarefas do bem, caminho seguro e certo para a reparação, lembrando-nos que do meio da lama é capaz de surgir o lírio, exalando o seu peculiar perfume.
O mal, portanto, se apaga com o bem...
Na imagem poética, a lama representa os nossos erros e culpas; o lírio, a nós mesmos; e o sol, a Divindade...
Em nossa romagem da Terra para o Céu, sempre em busca de Deus e de nós mesmos, é preciso desabrocharmos, isto é, desenvolvermo-nos plenamente, qual o lírio belo e perfumado, libertando-nos em definitivo dos erros, enganos, ilusões, culpas...


[1]    VIEIRA, Waldo; XAVIER, F. C. Trovadores do Além. 4.ed. Rio de Janeiro-RJ: FEB, 1994.p.84.
[2]    KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. 4. ed. Araras, SP: IDE, 1993. p.81.

domingo, 21 de março de 2010

A VISÃO ESPÍRITA DA BÍBLIA - JOSÉ HERCULANO PIRES



José Herculano Pires dispensa apresentações. Um dos maiores intépretes do pensamento espírita no século XX, contribuiu decisivamente para a ampliação e a divulgação do Espiritismo, primando sempre pela pureza doutrinária.
Jornalista, filósofo, professor e escritor, José Herculano Pires publicou inúmeras obras, todas de alta relevância para a compreensão das questões que perpassam o conhecimento espírita.
Na obra Visão Espírita da Bíblia, que reúne artigos publicados no extinto jornal Diário de São Paulo, encontra-se farto material para reflexão, apresentando de forma simples o entendimento que o Espiritismo tem da Bíblia.
Este livro foi lançado em 1989 pelas Edições Correiro Fraterno, de São Bernardo do Campo, São Paulo. Possui 85 páginas.
Eis alguns excertos:
I - "Qual a posição do Espiritismo diante do problema bíblico? (...) Kardec define essa posição, desde O Livro dos Espíritos, como a de estudo e esclarecimento do texto, à luz da História e na perspectiva da evolução espiritual da Humanidade. (...) Devemos reconhecer na Bíblia a sua natureza profética (ou seja: mediúnica), encerrando a I Revelação, no ciclo histórico das revelações cristãs. Esse ciclo começa com Moisés (I Revelação), define-se com Jesus (II Revelação) e encerra-se com o Espiritismo (III Revelação) (...)”. (Sentido histórico da Bíblia e a sua natureza profética, cap. 2, p.11).
II - "(...) Esqueceram-se de que o Espiritsmo não se interessa por quantidade de adeptos, mas pela qualidade. Espíritas que se assustam com a verdade sobre a Bíblia, estão ainda longe de compreender a Doutrina (...). (Professor de teologia defende a interpretação espírita da Bíblia, cap. 6, p.19-20).
III - "Deuses, anjos e demônios, da Bíblia, dos Vedas, do Alcorão, de todos os livros sagrados, nada mais são do que espíritos. Como podem essas escrituras condenar o Espiritismo? Elas são a prova tradicional da verdade espírita, ao longo da História, como ensina Kardec. O que Moisés condenou foi apenas o abuso da mediunidade. Isso, o Espiritsmo também condena." (Comunicação de espíritos e materialização na Bíblia, cap. 8, p.24).
IV - " A espécie humana não começou por um só homem. Surgiu na Terra pelo encadeamento natural da evolução dos seres. Em A Gênese, Kardec estuda a posição do homem na escala animal e declara: 'Por mais que isto possa ferir o seu orgulho, o homem deve resignar-se a ver no seu corpo material o último elo da animalidade na Terra'." (Como Deus tirou o homem do barro ou pó da Terra, cap. 20, p.47).
V - "A situação de dependência da mulher se justifica ainda com a alegoria do pecado original, pois é a mulher, criatura inferior, que põe o homem a perder. O Cristianismo veio modificar essa situação, típica das sociedades patriarcais de toda a Antiguidade, ao valorizar a mulher no plano espiritual, como vemos no Novo Testamento, a começar do nascimento do Messias. O Espiritismo, que representa o desenvolvimento natural do Cristianismo, completa essa modificação, ao revelar que homem e mulher só existem como expressões da vida nos planos inferiores." (Eva e a costela de Adão: um mito de origem social, cap. 21, p.50).

sábado, 20 de março de 2010

DEUS



Deus, sabedoria providente,
Causa primeira inabordável,
Grande, excelso, benevolente,
Inteligência incomparável.

Poder supremo, onipotente,
Absoluto e inigualável.
Gerador de mundos, previdente,
Por todos os seres responsável.

Amor, misericórdia, bondade,
Ternura, justiça, caridade,
São atributos da sua Perfeição.

O ritmo harmônico vigente,
A ordem em tudo existente,
São as suas marcas na Criação.

sexta-feira, 19 de março de 2010

JAMES A. PIKE E O OUTRO LADO DA VIDA



Membro da Igreja Episcopal norte-americana, Bispo da Califórnia entre 1958 e 1966, escritor prolífico e um dos primeiros religiosos a manter um programa regular na rede televisiva, James Albert Pike foi um homem controvertido, situado no centro de fervorosos debates teológicos, sendo conhecido pelo seu posicionamento nada ortodoxo.
Nasceu em 14 de fevereiro de 1913, na cidade de Oklahoma, EUA. Aos dois anos, o pai morreu e, sua mãe, casou com um advogado da Califórnia, para onde se transladaram. Pike recebeu formação católica, mas tornou-se agnóstico ao aprofundar seus estudos e conquistar seu doutorado. Casou-se com Jane Alvies, de quem em seguida divorciou-se. Trabalhou como advogado em Washington D.C., participando como representante na Securities and Exchange Commission, durante o governo do Presidente Franklin D. Roosevelt. Casou-se novamente, com Esther Yanovsky e trabalhou na Inteligência Naval com o início da II Guerra Mundial (1939-1945).
Terminada a guerra, Pike e sua esposa ingressaram na Igreja Episcopal, da qual ele se tornou sacerdote, tendo sido ordenado em 1946. Sua carreira religiosa teve uma ascensão meteórica, galgando postos de grande destaque e influência dentro da Igreja. Passou a apresentar um programa de TV, semanalmente, que atingiu impressionantes marcas de audiência, em que discutia temas que eram polêmicos na época e que o são, alguns, até hoje, como o controle de natalidade, a legalização do aborto, o racismo, a pena de morte, a segregação racial que existia na legislação de muitos estados norte-americanos, o Apartheid, o anti-semitismo, a exploração do trabalho, etc.
Em 1958 é eleito bispo adjunto, tornando-se bispo interino com a morte, poucos meses após a eleição, do seu predecessor Karl Morgan Block. O seu episcopado foi caracterizado por controvérsias profissionais e pessoais. Dotado de mente aberta, ostentando posição liberal, defendeu a aceitação e participação do público LBGT (acrônimo, em inglês, de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e trangêneros) na Igreja, os direitos civis, a ordenação de mulheres ao sacerdócio, etc. Sua postura lhe amealhou inúmeros simpatizantes e, também, detratores, transformando-se no alvo de um sem número de polêmicas. No âmbito da teologia, seus questionamentos não foram menos controversos, pois negava a virgindade de Maria, a doutrina do Céu e do Inferno e a Trindade.
James A. Pike teve uma vida conturbada. Seu filho Jim acabou envolvendo-se com drogas, buscando uma fuga alternativa aos problemas que enfrentava. Ambos viajaram para Inglaterra objetivando a reabilitação de Jim. Depois de permanecerem alguns meses em Londres, regressam separadamente aos EUA atendendo compromissos distintos. Era o ano de 1966. Jim, num momento de desequilíbrio e desespero, suicidou-se em Nova York. Pike ficou profundamente consternado, não encontrando, como bispo renomado, o consolo para a dura separação.
Pouco tempo depois, atendendo imperativos profissionais, regressou para a Inglaterra, hospedando-se no mesmo local em que anteriormente estivera com seu filho. James A. Pike nem suspeitava que sua vida nunca mais seria a mesma. Acompanhado por David Barr e por sua secretária, a Sra. Maren Bergrud, protagoniza os mais estranhos acontecimentos: ruídos insólitos, livros que apareciam e desapareciam, objetos que mudavam de lugar, roupas que eram desarrumadas após recém terem sido colocadas e ordenadas no armário pela camareira, etc.
Estes acontecimentos encontram-se enquadrados no que se convencionou chamar de poltergeist (do alemão poltern, ruidoso ou chocalhante, e Geinst, Espírito), estando, por tanto, ao menos do ponto de vista da Doutrina Espírita, geralmente relacionado com um ou mais Espíritos Desencarnados, na maioria das vezes num estado de perturbação, que se fazem sentir através de manifestações físicas, como ruídos e deslocamento de pequenos objetos. Pelos acontecimentos que começou a vivenciar, Pike, não obstante seu ceticismo, passou a relacionar os fatos insólitos que o perseguiam ao seu filho recentemente morto.
Um dos primeiros fatos registrados foi o encontro de dois cartões postais no chão do apartamento, formando um ângulo de 140 graus, indicando aproximadamente a hora em que Jim se suicidara, 8h e 19 min. Jim amava cartões postais. Quando viajava para um lugar que ainda não conhecia, a primeira coisa que fazia era comprar cartões postais que colecionava. Ao que tudo indica, aqueles cartões no chão apareceram do nada e, de início, apenas levantou relativa estranheza, mais nada.
Outro fato ocorreu com a Sra. Bergrud, ao acordar reparou que tinha uma das mechas de seus cabelos encaracolados queimada. O mesmo se deu por vários dias consecutivos, provocando muita inquietação. A Sra. Bergrud satirizou a situação dizendo que deveria alterar o seu penteado, pois muita gente não gostava da forma como ele era. Foi então que o bispo Pike recordou que seu filho várias vezes dissera que detestava o penteado da Sra. Bergrud.
Episódio curioso envolveu diretamente o bispo Pike. Estava junto à Sra Bergrud e David Barr quando inexplicavelmente perdeu a consciência, caindo numa espécie de transe, passando a manifestar grande confusão mental, expressando-se semelhantemente ao seu filho desencarnado. Embora não soubessem, por não estarem familiarizados com o evento, tratava-se de uma psicofonia ou incorporação, quando um Espírito Desencarnado se manifesta por um médium através da fala. Pike tornara-se médium do próprio filho.
Tentando entender o que estava ocorrendo consigo, o bispo Pike recorreu ao Reverendo Pearce-Higgins implorando ajuda, já que este, desde há muito, realizava em sua Igreja experiências ditas psíquicas, que incluíam comunicação com os mortos. O Reverendo combinou um encontro entre Pike e a Sra. Ena Twig, famosa médium que residia em Londres. O encontro que tiveram foi extraordinário. Pike pôde voltar a conversar com seu filho morto, através da mediunidade da Sra. Twig, comprovando, de forma inequívoca, a imortalidade do ser. Seu filho manifestava-se tal qual era antes de morrer, as mesmas características, a personalidade forte, o estado de confusão mental, o desequilíbrio... Conversaram por longos minutos. Pike tinha diante de si o filho redivivo.
Para surpresa de Pike, através da Sra. Twig, manifestou-se também o Espírito de um amigo recém desencarnado, o célebre teólogo Paul Tillich. O Espírito deu provas cabais de sua identidade, revelando episódios que só eram conhecidos de ambos e esclarecendo que estava amparando Jim, o filho de Pike, na Espiritualidade, ajudando-o a equilibrar-se. Conversaram sobre as questões mais diversas, inclusive atinentes à Teologia. Pike perguntou-lhe se deveria tornar pública as experiências surpreendentes que estava vivenciando, ao que Tillich o advertiu, respondendo que deveria ser prudente em função dos preconceitos em vigor nas Igrejas Cristãs, mas que meditasse na orientação evangélica: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará!”
Pike saiu completamente transformado daquele contato com o filho e o amigo mortos, plenamente convencido da continuidade da vida após a morte. Não temendo conseqüências nem represálias, Pike resolveu tornar pública as suas experiências com o mundo invisível. Suas declarações de que havia se comunicado com o filho morto causaram verdadeira comoção dentro e fora da Igreja. Em seu programa de TV abordou a temática entrevistando inúmeros médiuns, pelos quais teve oportunidade de reencontrar e se comunicar com seu filho outras vezes.
Famosos médiuns norte-americanos, como Arthur Ford e George Daisley, também foram procurados pelo bispo Pike e, através dos mesmos, obteve mais informes sobre seu filho morto, em mensagens profundas que o comoveram até às lágrimas, por saber, mediante evidências que não podiam ser contestadas, que seu filho continuava mais vivo do que nunca.
James A. Pike descreveu sua experiência, de forma pormenorizada, na obra The Other Side (O Outro Lado), publicada em 1968. Nesta obra, Pike narra todo o drama de seu filho, desde a drogadição ao suicídio até os eventos tipo poltergeist e a comunicação direta com ele através de muitos médiuns. A obra, ademais, é um libelo a favor da imortalidade e da comunicabilidade com os Espíritos. Pike, antes cético, tornou-se convicto da sobrevivência após a morte, reencontrando seu filho, conversando com ele, resolvendo questões pendentes entre ambos, alcançando consolo e revigorando a própria fé.
Compete aqui refletir como é possível que dentro das Igrejas Cristãs seja tão difícil ainda admitir o fato da imortalidade e da comunicação com os mortos, se o próprio Cristo contatou com Moisés e Elias, há muitos séculos mortos, sobre o Monte Tabor, no episódio da Transfiguração, e, após a sua própria crucificação, regressou das sombras da morte, em diálogo sublime com os amigos que haviam ficado para trás, consolando-os com sua presença rediviva.
Pike, em 1969, empreendera com sua esposa uma viagem à Israel. Ao percorrer o deserto israelense perdeu-se e veio a morrer. Três dias depois de sua morte, o próprio Pike comunicou-se através da mediunidade da Sra. Ena Twig, indicando a localização de seu corpo que até então não havia sido encontrado. Para o espanto geral, o corpo foi achado exatamente conforme descrito através da médium.
Os fatos são cabais, estão a disposição de todos, não prevalecendo contra eles nenhum argumento contrário. O bispo Pike apenas esbarrou em uma verdade universal: somos imortais e podemos nos comunicar depois de mortos!

terça-feira, 16 de março de 2010

JESUS, OUVE-ME!



Que neste momento bom,
Em que me entrego à oração,
Tu possas estar comigo,
No templo do meu coração!

Ao elevar-se o singelo som
Do meu apelo feito canção
Rogando por paz, amor, abrigo...
Ouso buscar a tua atenção!

Concede-me o sublime dom
Do amor posto em ação,
Para que eu esteja contigo
Em permanente doação!

segunda-feira, 15 de março de 2010

AS GRANDES DORES



Ante as dores que me compungem
Dilacerando-me o coração,
Lágrimas entorno de comoção,
Na esperança de que logo passem.

Elas assemelham-se a nuvem
Que chega e vai com sofreguidão,
Às vezes lembrando um furacão
Que destrói tudo com a sua passagem.

De mãos postas e em genuflexão
Suplico à Deus por resignação,
Para suportar as grandes dores.

Recebendo ajuda do Mais Alto,
Numa ardente prece eu exalto
Cânticos de graças e de louvores!

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